O rapper belo-horizontino Djonga será homenageado pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), a pedido da deputada Ana Paula Siqueira (PT). O terceiro disco de Djonga, ‘Ladrão’, receberá a homenagem em reunião especial na segunda-feira (11), às 19 horas, no Plenário.
A ação é vista como um reconhecimento à trajetória artística do cantor, marcada pela luta contra as desigualdades e o racismo, além da valorização da cultura mineira.
De acordo com a parlamentar Ana Paula Siqueira, foram 300 anos para que Minas Gerais elegesse uma mulher negra como deputada estadual e, por isso, ela é comprometida em “amplificar vozes que, historicamente, foram amordaçadas e silenciadas, e de garantir vez a corpos que não se viam representados”.
“Homenagear o Djonga, em reconhecimento à sua brilhante atuação na cultura, no hip hop e na luta antirracista, é um divisor de águas. É reconhecimento à população negra, periférica e à juventude. Um movimento de resistência e coragem para denunciar o quanto a desigualdade ainda segue impactando essa parcela significativa e fundante da população. Quando um de nós avança, toda a estrutura da sociedade se move. Quando sonhar é possível, a mudança começa a acontecer”, explica.
Sobre o artista
Nascido em 4 de junho de 1994, na Vila do Índio, região de Venda Nova, em Belo Horizonte, o artista, cujo nome de batismo é Gustavo Pereira Marques, cresceu entre os bairros São Lucas e Santa Efigênia, ambos na região Leste da capital.
Com reconhecimento inicial na cena do hip-hop nacional em 2015, o artista possui oito álbuns lançados, sendo o último ‘Quanto mais eu como, mais fome eu sinto!’, lançado no ano passado, que combina crítica social, questões raciais, afetividade e espiritualidade.
Seu segundo álbum, de 2018, ‘O menino que queria ser Deus’, foi eleito o 6º melhor disco brasileiro de 2018 pela revista Rolling Stone Brasil e um dos 25 melhores álbuns brasileiros do primeiro semestre de 2018, pela Associação Paulista de Críticos de Arte.

