O Centro Cultural Bernardo Mascarenhas (CCBM) divulgou ontem os projetos aprovados no edital de ocupação da sala de encenação e das galerias de arte da casa. De acordo com a administração do espaço, uma reunião será realizada na semana que vem para a definição das datas de apresentação de cada iniciativa, já que houve coincidência na solicitação do mesmo período por muitos dos proponentes. Ao todo, o CCBM recebeu 53 propostas, das quais 40 foram aprovadas. Dentre estas, 16 serão destinadas às galerias e 24 à sala de encenação.
Os projetos foram avaliados por duas comissões formadas, cada, por dois representantes da Prefeitura de Juiz de Fora e três da classe artística indicados por membros do Conselho Municipal de Cultura (Concult). Cada comissão realizou reuniões para análise dos projetos e utilizou cinco pontos como critérios de avaliação: qualidade do projeto, qualificação da equipe, inovação, viabilidade técnica e formação de público, explica o diretor do CCBM, Zezinho Mancini. O resultado final conta com os mais bem pontuados nestes quesitos (não precisando necessariamente pontuar em todos eles), e também foi levada em consideração a capacidade da agenda do CCBM para abrigar as produções, completa o diretor.
Ainda conforme Zezinho, houve um esforço em democratizar o acesso aos espaços, com a aprovação de mais projetos, e, por isso, as datas ainda não foram divulgadas. Mesmo depois da reunião da semana que vem, alguns artistas podem ficar insatisfeitos com o nosso cronograma, e, então, tentaremos fazer um novo encaixe, também de maneira democrática, com o aval de todos os proponentes.
Diversas expressões artísticas
Entre as exposições estão Peregrinos – os pés, da artista plástica Ropre, que estará em cartaz também no Pró-Música a partir do dia 10; Orixás: Deuses de nossa terra, de Frederico Marcelo Crochet; Juiz de Fora – em ângulos e recortes, de Wellerson Cassimiro de Oliveira; Lucaricaturas, de Luciana Freesz; Noturnas, de Leandro Castro de Souza; Espelhos do tempo, de Tomyo Costa Ito; Mostra de patchwork e quilting, do grupo Carinho em Retalhos; Contaê na Peri, de Cíntia Brugiolo; Máquinas de ver, de Cristiano Rodrigues; Práticas sustentáveis, de Wagner Willians de Souza; Bombeiros-brinquedos em miniaturas, de Marcos Moreira Santiago; (DES)construção em arte, da Trabalharte – Associação Pró-saúde mental; Festadodivino.com, outro olhar, de Leandro Thees Gouvêa; O quarto do artista em Arles, de Rafael Fernandes de Carvalho; Jardim das Delícias, de Paulo Mendes Faria; e Fábrica de sons, de Fred Fonseca, que também teve um projeto musical, A trinca, selecionado pelo edital. Também levando música ao CCBM, Uiaua Leigo foi selecionada com Meu canto é segredo; o produtor Adriano Polisseni realiza mais uma edição do Festival de Bandas Novas; João Baptista Pereira apresenta Chega de saudade; a Associação Juiz-forana de Hip Hop fará o evento Batendo de frente; Ana Carolina Pires faz o festival Jazz de Montanha e Davi Ferreira, que também aprovou uma coletânea audiovisual, realiza o festival de música Aos Berros.
Três espetáculos de dança estão entre os selecionados: o encerramento do curso de formação em folclore árabe, da proponente Nilza Leão; Esquinas, de Bruno Narciso e Duo em solos, de Fabrício Sereno, que mescla teatro e dança. Já as montagens teatrais contempladas foram: O palhaço e a bailarina, de Fabricio Sereno; Uma Pátria que eu tenho, de José Eduardo Arcuri; Alguma coisa você tem, de Gustavo Burla; Estranho farol dos cacos, de Licya Benatti; Estação dos passageiros invisíveis, de Bruno Quiossa; Sete minutos, de Cristiano Fernandes; Dom Chicote Mula Manca, de Gustavo Demetrius; Histórias divertidas, do grupo Estação Palco; Casa dos espelhos, de Hussan Fadel; O Kabarett de Sinasi Dikmen, de Caroline Brandão e O tempo e os Conways, da Casa da Gávea (RJ). O CCBM receberá, ainda, eventos de cultura japonesa/nerd/geek, propostos por Priscila Ribeiro e a feira Digestivo autoral, inscrita por Kadu Mauad.
