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Aulas de tango, forró, samba e bolero marcam o Festival de Verão da Estação Cultural

festival de verão

(Foto: Leonardo Costa)

festival de verão
Festival acontece até o dia 12 defevereiro e traz quatro ritmos (Foto: Leonardo Costa/ Arquivo TM)
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Com ritmos que atravessam gerações e um ar de recomeço típico do início do ano, a Estação Cultural abre 2026 com a 20ª edição do Festival de Verão. Ao longo de janeiro e fevereiro, o público é convidado a mergulhar em aulas, workshops e práticas guiadas que passeiam por diferentes estilos de dança de salão – do forró ao samba, do tango ao bolero – em encontros pensados tanto para iniciantes quanto para quem já tem alguma experiência.

À frente da organização, a professora Silvana Marques explica que o festival nasceu do desejo de valorizar ritmos carregados de história e tradição, sem deixar de acolher outras vertentes que também compõem a programação, como samba no pé, salsa, bachata e dança afro. Em cada aula, com duração de 2h30, a proposta é construir um caminho completo: começa com aquecimento, segue para a parte prática, passa pela divisão por níveis e, no fim, reserva mais tempo de treino – aquele momento em que o corpo confirma o que a técnica ensinou.

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Realizado anualmente durante as férias de janeiro e fevereiro, o Festival de Verão chega, neste ano, com cinco semanas de bailado, mantendo a ideia de oferecer uma imersão contínua em pleno verão. Antes mesmo do início das aulas, a temporada ganha um primeiro marco com o Baile do Branco, neste sábado (10), a partir das 20h. Quem comanda a noite é Danton Brasil e banda, na sede da Estação Cultural, que fica na Rua Halfeld, 235, no Centro de Juiz de Fora. Já o encerramento fica para o dia 7 de fevereiro, também às 20h, com o Baile da Estação: um “grito de carnaval” para fechar o ciclo em clima de festa.

Todas as aulas e atividades do Festival de Verão acontecem no Espaço Cultural da Estação. Os ingressos e informações sobre inscrições podem ser adquiridos diretamente pelo Instagram da escola. Na programação, as segundas-feiras são dedicadas ao tango; as terças, ao forró; as quartas, ao samba; e as quintas, ao bolero. Já nas sextas-feiras, acontecem workshops e cada um deles dedicado a um ritmo, como salsa, chame, samba e bachata. 

Dança como ato contínuo

Silvana conta que a ideia do Festival surgiu de uma constatação simples: embora seja um período de férias, quando muita gente viaja, há quem permaneça na cidade, e, com o tempo mais livre, consegue se dedicar mais à dança. Para ela, chegar à vigésima edição reforça o caráter de tradição que o evento ganhou. Entre o Festival de Verão e o Festival de Inverno, a escola cria pontos de referência no calendário, marcos que movimentam a comunidade e ajudam a manter a dança em circulação ao longo do ano.

Além da própria Silvana, as aulas serão conduzidas por professores formados na casa e já consolidados na Estação Cultural, como Aureliano Geraldo, Pablo Coaglio, Gleisi Marmedeiros, Agatha Policarpo, Samuel e Rosângela Medeiros.

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Mais do que ensinar passos, o festival também aposta no valor social da dança. Silvana destaca que o aprendizado passa por um retorno a si mesmo – envolvendo percepção musical, lateralidade e atenção ao próprio corpo -, mas ganha outra dimensão quando vira encontro. E, em Juiz de Fora, essa dimensão tem um peso especial: alguns ritmos simplesmente não encontram espaço com frequência na cidade. “Se a gente não realiza, a gente não dança”, ela resume, ao citar a ausência de milongas para o tango, a falta de ambientes para o samba de gafieira e a dificuldade de encontrar onde viver a salsa. Por isso, a proposta reúne técnica, aquecimento e prática: para que cada ritmo não fique só na teoria – e, ao final, possa ocupar a pista como merece.

Confira a programação do Festival de Verão da Estação Cultural 

Tango

Forró

Samba

Bolero

Tango

Forró

Samba

Bolero

Tango

Forró

Samba

Bolero

Tango

Forró

Samba

Bolero

Tango

Forró

Samba

Bolero

Workshops:

Salsa

Charme

Samba no pé

Bachata

 

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*Estagiária sob supervisão da editora Cecília Itaborahy

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