Nesta quinta-feira (6), a Tribuna publicou reportagem sobre o risco de perda total do Marco do Centenário, monumento instalado no Bairro Poço Rico desde 1951 e danificado por um incêndio no ano passado. Segundo o Coletivo Agrupa, de mosaico e muralismo, uma carta foi enviadas à Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) apresentando os riscos atuais e se oferecendo para, gratuitamente, retirar as pastilhas coloridas do mural. No entanto, em nota, o Departamento de Memória e Patrimônio Cultural (DMPAC) da Funalfa afirmou que aguarda “planilha orçamentária, conforme acertado em reunião”.
Após a publicação da reportagem, o Coletivo Agrupa reiterou em nota que “não recebeu qualquer pedido de apresentação de ‘planilha orçamentária’ para a execução do projeto de restauro do Marco do Centenário”. “Conforme explícito nas duas cartas enviadas à PJF, a proposta do coletivo é minimizar o problema realizando gratuitamente as ações de mapeamento do desenho da arte do mural de Di Cavalcanti, retirada completa das pastilhas coloridas do mural; retirada parcial das pastilhas brancas do mural e entrega do material coletado à DMPAC”. Em segunda carta, enviada no dia 27 de setembro deste ano, o Agrupa apresentou algumas soluções emergenciais para a recuperação do Marco do Centenário. Sendo elas: “reprodução da obra, utilizando-se das pastilhas originais devidamente restauradas, adicionadas a novas pastilhas (em substituição às perdidas). Após restauro a obra poderá ser instalada no mesmo espaço, com a futura revitalização da praça e reprodução da obra, utilizando-se dos materiais originais, a ser instalada em área coberta no interior de algum museu ou praça da cidade (a estudar)”.
Em entrevista à Tribuna nesta quinta, a diretora-geral da Funalfa, Giane Elisa Sales de Almeida, informou que, em reunião no dia 3 de agosto, foram ouvidas as informações do Coletivo Agrupa quanto à retirada das pastilhas. No entanto, foi pedido um projeto de intervenção para saber quanto a restauração custaria, porque, de acordo com ela, não seria suficiente simplesmente retirar as pastilhas e guardá-las. Seria necessário, segundo Giane, estabelecer o que e como fazer, inclusive comunicar a comunidade local sobre o plano. Para que o Marco do Centenário seja restaurado, a Funalfa alega que precisa captar recursos, e ter esses detalhes definidos é importante para saber quando e como será feito. Giane, por fim, reiterou que necessita do retorno do Coletivo Agrupa para o planejamento da
