Ícone do site Tribuna de Minas

Terezinha Castro morre aos 77

PUBLICIDADE

Artista plástica em atividade em Juiz de Fora, Terezinha de Castro Gomes morreu na terça-feira, 5, em Juiz de Fora, vítima de AVC (Acidente Vascular Cerebral), aos 77 anos. Ela foi encontrada em casa por uma parente e velada até o início da tarde de quarta no cemitério Parque da Saudade. De acordo com a família, o corpo seguiria ainda na quarta-feira para o Rio de Janeiro, onde deve ser cremado nesta quinta-feira, atendendo a um pedido dela. Os familiares informaram, ainda, que pretendem atender a outro pedido de Terezinha, que era doar todas as suas obras e medalhas para o Museu Mariano Procópio.

Terezinha, que utilizava o pseudônimo “Di Kastro” em suas obras, nasceu em Viçosa no dia 11 de abril de 1938, segundo o livro “A Parreiras e seus artistas”. Ainda de acordo com a publicação, ela mudou-se, em 1950, para Juiz de Fora, onde se formou no antigo curso Normal e iniciou seus estudos em pintura e desenho em 1970. Ingressou em 1984 na Sociedade de Belas Artes Antônio Parreiras, recebendo diversas premiações no Salão Oficial Municipal da Sociedade Antônio Parreiras, entre elas as Medalhas de Ouro em 1992 e 2003, a Medalha de Bronze em 1990, entre outros prêmios.

PUBLICIDADE

Além de criar, Di Kastro também ensinava a outros como desenvolver seus talentos nas artes, dando aulas no ateliê que ficava em sua casa, no Bairro Fábrica. De acordo com uma de suas vizinhas, a jornalista e professora Marina Magalhães, Terezinha ministrou aulas até o final do ano passado e planejava retomar o ofício ainda este ano. “Era uma pessoa amável, educada, sensível. Gostava muito de arte, pintura. Era bastante ativa, tinha muito interesse em ensinar, dava aulas para crianças, idosos, muitas vezes sem cobrar nada de quem não podia pagar. Foi muito prestativa e paciente de acordo com o tempo que cada um tinha para aprender. Tinha alma de artista”, diz ela, que costumava visitá-la. “Ela tinha uma galeria na própria casa, que abria para os interessados. E havia demonstrado interesse pelas ilustrações em 3D, que considerava uma inovação.”

Várias ex-alunas compareceram ao velório, destacando que o que mais sentirão falta é da amizade com Terezinha. Entre elas estava Vera Lúcia de Moraes Jambo, que teve suas primeiras aulas com ela na década de 1970. “Era uma excelente artista.” Para Elisabeth Neiva, outra ex-aluna, um legado que ficará para elas é o aprendizado que tiveram com a artista plástica.

Sair da versão mobile