O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) divulgou, na tarde desta terça-feira (7), a retificação do tombamento histórico do conjunto arquitetônico e paisagístico do Museu Mariano Procópio, localizado no bairro homônimo, Zona Nordeste de Juiz de Fora. De acordo com o órgão, o objetivo da ação, publicada em um edital no último dia 4 de janeiro, é atualizar a descrição da poligonal de entorno dos imóveis protegidos, assim como mencionar o valor artístico do conjunto. O local, que já é considerado patrimônio cultural do Brasil desde setembro de 2015, também é enquadrado no patrimônio histórico municipal desde o ano de 1983.
De acordo com o edital, o tombamento abrange o conjunto arquitetônico e paisagístico do Museu Mariano Procópio, a Vila Ferreira Lage, o prédio anexo a esta (que abriga o Museu em si), além do Parque Mariano Procópio e todos os seus equipamentos. Da mesma forma, itens como o valor arquitetônico dos imóveis, que possuem arquitetura eclética e única em Minas Gerais, além de suas decorações, mobiliários e a importância do acervo presente no local foram pontos-chave para justificar a inclusão do bem na lista de patrimônios culturais brasileiros.
Além do museu e seus arredores, Juiz de Fora possui mais dois bens tombados pelo Iphan: o Cine-Theatro Central, que foi incluso na lista em 1994, e o Marco do Centenário, localizado na Praça da República, incorporado no ano de 2001. A Tribuna procurou a Fundação Museu Mariano Procópio (Mapro), assim como a Prefeitura de Juiz de Fora (PJF), indagando sobre a importância da nova medida tomada pelo Iphan, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria.

