
Primeiro foram os adultos. Depois, as crianças. Agora, chegou a vez de quem já viveu muitos e muitos carnavais, de não caber nos dedos das mãos. O fotógrafo Wagner Emerich apresenta desde o início do mês no shopping Jardim Norte a terceira – e mais recente – série da exposição “Folia em branco e preto”, que este ano reúne 20 fotografias de idosos que tenham alguma ligação com o carnaval de Juiz de Fora, sejam antigos integrantes de escolas de samba, participantes do Bloco Recordar é Viver ou mesmo aqueles que sempre participaram a seu modo da folia de Momo.
Segundo Wagner, a escolha do tema deste ano pode ser considerada uma evolução natural em relação às séries dos anos anteriores. A primeira, de 2015, foi feita com amigos; a segunda, em 2016, reuniu diversas crianças após o fotógrafo perceber a empolgação dos pequenos com a Banda Trupicada dois anos atrás. Faltava, então, a terceira idade. “As mães e avós dos participantes cobravam isso de mim nos ensaios das primeiras séries. Eles diziam que a terceira idade também participa do carnaval, então já tinha essa ideia de trabalhar com eles.”Primeiro foram os adultos. Depois, as crianças. Agora, chegou a vez de quem já viveu muitos e muitos carnavais, de não caber nos dedos das mãos. O fotógrafo Wagner Emerich apresenta desde o início do mês no shopping Jardim Norte a terceira – e mais recente – série da exposição “Folia em branco e preto”, que este ano reúne 20 fotografias de idosos que tenham alguma ligação com o carnaval de Juiz de Fora, sejam antigos integrantes de escolas de samba, participantes do Bloco Recordar é Viver ou mesmo aqueles que sempre participaram a seu modo da folia de Momo.
Com o tema definido, faltava fazer os convites, que desta vez não foram realizados por meio do Facebook. A intenção era que a maioria dos retratados tivesse ligação direta com o carnaval. “Como toda escola de samba tem a sua velha guarda, entrei em contato com as agremiações no início do ano a fim de receber indicações de integrantes que pudessem participar das sessões de foto. Além das escolas, busquei indicações no Centro de Convivência do Idoso sobre participantes do Bloco Recordar é Viver e pessoas que gostassem apenas de brincar o carnaval sem maiores compromissos.”
Wagner Emerich imaginava que eventualmente tivesse que realizar alguma sessão na casa dos idosos que aceitaram o convite, mas, para sua surpresa, todos se colocaram à disposição para ir até seu estúdio. A maioria, inclusive, levou seus próprios adereços. A mais nova da turma era Mariana Venâncio, de 61 anos, mas a quase centenária Farahyont Guedini, de 99 carnavais bem vividos, também mostrou disposição. “Eles chegavam um pouco tímidos, mas aí percebi que a chave para eles se soltarem eram as antigas marchinhas. Durante os ensaios, deixava as músicas tocando, e eles se soltavam”, conta. “Os ensaios mais emocionantes foram os das senhoras mais velhas, da Farahyont e da Laura Segantinni, de 94 anos. Sempre dava confetes para eles, e quando passei para a Laura fiquei com medo de ela não ter fôlego. Mas voou confete pra todo lado (risos).”
A terceira exposição da “Folia em branco e preto” será, a princípio, a última da série. “Acredito ter fechado um ciclo. Só que alguns dos idosos já sugeriram fazer ensaios com famílias que tenham ligação com o carnaval, os avós, pais e filhos. Pode ser uma ideia a ser desenvolvida, mas ainda não me decidi.”
Folia em branco e preto
Fotografias de Wagner Emerich.
De segunda-feira a sábado, das 10h às 22h, e domingos e feriados, das 13h às 21h, no Shopping Jardim Norte (Avenida Brasil 6.345 – Mariano Procópio)

