
COMO A PRIMEIRA VEZ
Thiago Lacerda acumula 18 anos de carreira na televisão. Ainda assim, o intérprete do ambicioso Marcos de ”Alto astral” exibe vigor de iniciante e encontra prazer a cada novo trabalho. Na trama de Daniel Ortiz não é diferente. Na pele do grande vilão, ele acredita que o papel permite uma liberdade incomum dentro da história. “É um personagem divertido de fazer. Todas as ações do Marcos se justificam através da formação de caráter dele”, afirma o ator, que ressalta que o público é bastante seduzido pelos vilões. “As pessoas torcem para o herói, mas o lado mau é bastante atraente. São personagens interessantes e que falam o que pensam sem medir as consequências”, completa. Um dos pontos principais do folhetim era a relação do médico do fictício hospital Bittencourt com seus sapos. No entanto, a história não engrenou e os animais estão sendo pouco a pouco retirados do enredo. “Apenas não funcionou muito. Já quase não gravo com eles”, revela. Mesmo com os atos politicamente incorretos do personagem, Thiago torce para uma redenção do vilão ao longo dos capítulos. “Queria um caminho humano para ele através da personagem da Sueli. É um papel com muita dificuldade afetiva. Ele tem algo de bom, mas não consegue tangenciar isso”, aponta.
TODO VAPOR
A Record quer afastar os boatos de que irá desativar o Recnov, complexo de estúdios da emissora, localizado na Zona Oeste do Rio de Janeiro, em breve. Para isso, o canal divulgou a ordem de exibição de suas próximas quatro novelas. São elas: “Os Dez Mandamentos”, “Escrava Mãe”, “Josué” e um remake baseado em uma história de Janete Clair. Atualmente, o local comporta os trabalhos de ”Vitória” e o folhetim bíblico de Vivian de Oliveira.
SEM IDENTIDADE
O nome do novo “Zorra Total” é o grande impasse da Globo. A emissora ainda não decidiu se mantém o título original ou não. Por enquanto, os atores estão recebendo o roteiro com o título provisório de “Programa Novo”. O humorístico tem estreia prevista para maio.
MOMENTO REPRISE
“Sete vidas”, próxima novela das seis, conta com alguns pontos em comum com “Em família”, de Manoel Carlos. A trama de Irene, interpretada por Malu Galli, faz uma alusão ao personagem de Vanessa Gerbelli no folhetim das nove. Na história de Lícia Manzo, Irene é uma executiva de uma agência de publicidade que vive para o trabalho. No entanto, ao longo da trama, a personagem começa a nutrir o desejo de ser mãe. Até que Irene conhece Diana, papel de Bianca Comparato, moça humilde que trabalha na limpeza. Ela está grávida e não tem condições de criar o bebê. Então, a irmã de Lígia, de Débora Bloch, decide adotar a criança e passa a assumir todos os cuidados com a mãe, acompanhando nas consultas médicas e orientando a alimentação. Porém, Diana revela a vontade de criar o próprio filho, o que coloca em xeque o que combinou com Irene.
DANÇA DAS CADEIRAS
Monalisa Perrone irá se ausentar do “Hora Um” a partir de segunda, dia 9. A jornalista irá se afastar da bancada para se preparar para a transmissão do carnaval de São Paulo. Coube a Izabella Camargo, que apresenta a previsão do tempo de diversos telejornais e participa do rodízio de apresentadores do ”SPTV” aos sábados, substituir a âncora oficial do matinal. No desfile paulistano, Monalisa dividirá a cobertura com Chico Pinheiro.
OUTRA VERTENTE
O “Vai que cola” tornou-se a ”menina dos olhos” do Multishow. Por isso mesmo, o canal a cabo pretende investir intensamente no roteiro do programa. A produção contará com um texto com humor menos escrachado, mais refinado e inteligente. Paulo Gustavo e Marcos Caruso também irão integrar a equipe de roteirista do humorístico. A terceira temporada tem estreia prevista para outubro.
RÁPIDAS
# Hoje, o “Caldeirão do Huck” apresenta a final do quadro ”As melhores provas de lata velha de todos os tempos”.
# O cantor Gusttavo Lima participa, neste sábado, do “Legendários”.
# Amanhã, o “Roberto Justus +” debate a liberdade de expressão com os convidados João Vicente de Castro, do Porta dos Fundos, e o escritor Paulo César Araújo.
# Neste domingo, Clayton Conservani e Carol Barcellos encaram uma ultramaratona de 127km na Floresta Amazônica no “Planeta extremo”.
FOI BEM
O sucesso do conjunto da obra de “Felizes para sempre?”. A trama de Euclydes Marinho reuniu um grande acerto de elenco, direção, roteiro e locações. A produção foi instigante e impecável do começo ao fim.
FOI MAL
A rivalidade insossa entre Juju Popular e Xênia, interpretadas por Cris Vianna e Elaine Mickely em “Império”. A briga pelo título de rainha de bateria da fictícia escola de samba mais parece uma disputa entre adolescentes, totalmente sem graça e não acrescenta em nada ao folhetim de Aguinaldo Silva.

