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Kleber, Doido e Criolo

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Criolo, que nasceu Kleber Gomes, é filho de Cleon e Maria, nordestinos que migraram para São Paulo em busca de uma vida melhor e se fixaram no Grajaú, periferia da capital. O cantor e compositor traz a Juiz de Fora o show de seu novo CD "Nó na orelha", produzido por Marcelo Cabral e Daniel Ganjaman. Com 370 mil downloads no site oficial, o álbum figurou em quase todas as listas dos melhores de 2011, garantindo ao artista presença em várias capas de revistas nacionais, além de shows por todo o país e alguns dos prêmios mais importantes da música brasileira. "Nó na orelha" ganhou como melhor disco e melhor música, com "Não existe amor em SP", no Vídeo Music Brasil, da MTV. Faturou também o primeiro lugar da Associação Paulista dos Críticos de Arte nas categorias revelação e música popular.

O disco, que traz faixas com críticas sociais contundentes, marca registrada do cantor, tem em "Bogotá", música de abertura, um funk dançante que antecede a premiada "Não existe amor em SP", faixa triste sobre a desilusão na cidade grande. Mas o segundo CD de Criolo não é apenas rap, hip-hop ou funk, transitando também por sonoridades diferentes como samba, soul e reggae.

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A trajetória do rapper na música começou há 23 anos, quando ainda usava o nome de batismo. Kleber virou Criolo Doido quando gravou, de forma independente, em 2006, seu primeiro disco" Ainda há tempo". Vendeu espetinhos de carne, roupas e foi arte-educador, antes de optar pela carreira de músico. Produziu, no Grajaú e redondezas, as rinhas de MCs , que são encontros de mestres de cerimônia e cantores de rap para desafios em que impera o improviso.

Criolo se tornou o queridinho de alguns representantes da elite da música brasileira. Chico Buarque, durante show em Belo Horizonte, cantou a versão que o rapper fez para "Cálice" (Chico Buarque e Gilberto Gil). O cantor também já dividiu o palco com Caetano Veloso e Ney Matogrosso, mas garante que todo esse sucesso não afeta seu olhar sobre o mundo. "Tire o glamour, encare as pessoas e perceba que o que nos une é a delicadeza", afirmou em entrevista à revista "Trip".

 

CRIOLO

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Hoje, às 23h30

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Cultural Bar

(Av. Deusdedit Salgado, 3.955 – Teixeiras)

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