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A hora da verdade do Usversus

album demorou cerca de um ano para ser produzido entre gravacao e mixagem em trabalho autoral e totalmente independente

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Álbum demorou cerca de um ano para ser produzido entre gravação e mixagem, em trabalho autoral e totalmente independente
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Álbum demorou cerca de um ano para ser produzido entre gravação e mixagem, em trabalho autoral e totalmente independente

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São quase oito anos nessa longa estrada da vida roqueira, mas enfim o quarteto juiz-forano Usversus chega ao seu primeiro álbum. Com um EP (“Seguindo em frente”, de 2013) no currículo, o quarteto formado por Tierez (voz e guitarra), Jovander (bateria), Matheus (baixo) e Anderson (guitarra) lança neste sábado “A minha verdade”, produzido de forma independente, com direito a ensaio aberto, a partir das 21h, no Maquinaria, quando a banda vai apresentar as 12 canções do álbum, que pode ser conferido também a partir deste sábado na canal da banda no YouTube, onde já marcam presença as versões ao vivo de “Viver” e “Confiar”, gravadas pelo Usversus em seu antigo estúdio, o Bioma, entre outros vídeos.

Sem previsão, a princípio, de prensar a bolachinha dourada, os rapazes planejam colocar em breve o trabalho para audição em serviços de streaming como o Spotify e Deezer, além do SoundCloud, sem se esquecer da parte audiovisual: o grupo trabalha no roteiro para o videoclipe da música “O começo do fim”, que deve ser gravado em breve a fim de ser lançado até o final do ano.

As 12 faixas de “A minha verdade” mostram um rock vigoroso e agitado, daquele que dá para pular sem medo de ser feliz, com a maioria das letras compostas por Tierez e composição coletiva. “A maioria das letras é de cunho pessoal, coisas que já vivi ou observo ao redor”, diz o vocalista. “São letras muito subjetivas, abertas às interpretações de quem as ouve. A arte tem essa versatilidade, da pessoa até mesmo sentir algo diferente do que o letrista pensou”, arremata Anderson. Sonoramente, o som do Usversus é marcado pela variedade de influências dos seus integrantes, que vão de Foo Fighters (“um dos preferidos de todos”, salienta Tierez) a Dead Fish, Queens of The Stone Age, hardcore em geral, Nirvana, Red Hot Chili Peppers e Pearl Jam – o que permite a “invasão” de violões em faixas como “Domínio” e “A vida”.

Todo o processo de criação de “A minha verdade” durou cerca de um ano, de acordo com Anderson e Tierez. Com a escolha pela independência – e os desafios que ela pode trazer -, a banda ficou responsável pela gravação e produção (encerradas ainda no ano passado), mixagem (finalizada já em 2016) e a parte gráfica para a exposição no mundinho virtual. Apesar de não ser fácil, eles conseguiram alcançar a meta estabelecida, de lançar o trabalho neste mês. “Quando decidimos gravar no nosso estúdio foi um aprendizado constante. E foi mais fácil que gravar em outro local, pois nosso tempo era infinito”, afirma Tierez.

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USVERSUS

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Neste sábado, às 21h

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Maquinaria

(Rua São Mateus 552)

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Com espírito coletivo

O álbum foi gravado no antigo estúdio da banda, o Bioma, que agora será remontado em outro local e com um novo nome. “O pessoal da Obey!, que são nossos parceiros, deu a ideia de criarmos um coletivo nesse novo local”, conta Anderson. “Estamos conversando com a galera, pois a ideia é que seja um local para a produção autoral de Juiz de Fora, incluindo a gravação de vídeos ao vivo no estúdio e, quem sabe, a criação de um selo.”

Esse espírito de tentar unir os artistas locais, acrescentam, já vem desde a época da gravação do disco, com os amigos emprestando equipamentos para o estúdio e a banda emprestando os deles para shows que rolaram na cidade. “Nós gravamos álbuns, singles e EPs de muita gente no Bioma, como o pessoal do Traste, Poetisa Dissecada e Opium Eater”, relembra Tierez, para quem as bandas com trabalho autoral devem registrar, de alguma fora, o seu trabalho. “Tem que que gravar, registrar, mostrar o seu som. As bandas autorais que gravam conseguem arrumar lugar para tocar. Só não grava quem não quer, independente do estilo.”

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