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A escalada do Scalene

scalene vai apresentar musicas de seus dois albuns grupo de brasilia e uma das grandes promessas do rock nacional

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Scalene vai apresentar músicas de seus dois álbuns; grupo de Brasília é uma das grandes promessas do rock nacional
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Scalene vai apresentar músicas de seus dois álbuns; grupo de Brasília é uma das grandes promessas do rock nacional

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Se toda regra tem sua exceção, o Scalene é o ponto fora da curva para quem diz que o rock made in Brazil caiu em um poço sem fim de falta de criatividade e sucesso. Com sua pegada roqueira vigorosa e letras acima da média, o quarteto de Brasília já vinha chamando atenção no cenário nacional e passou a ser a bola da vez após a participação no reality show “SuperStar”, da Rede Globo, em que ficou na segunda colocação ao apostar no seu material autoral para conquistar telespectadores e jurados. Com um novo álbum, “Éter”, em rotação, Gustavo Bertoni (guitarra e vocal), Lucas Furtado (baixo), Tomás Bertoni (guitarra) e Philipe “Makako” (bateria) voltam a se apresentar em Juiz de Fora nesta sexta-feira, no German, dentro do evento Rock Music Fest, que terá ainda shows dos locais do Tazzo e de Pequeno John, de Santos Dumont.

Em sua segunda vinda a Juiz de Fora, Tomás Bertoni lembra da satisfação de chegar à cidade pela primeira vez e encontrar um público que já sabe cantar todas as letras. Para o show desta sexta, o Scalene vai tocar músicas de todas as fases da banda, e é de se esperar que muitas das que foram mostradas no “SuperStar” possam ser conferidas in loco. Sobre o reality show, o guitarrista explica o que levou o quarteto a tentar subir alguns degraus para o reconhecimento popular por meio de um programa de TV, algo visto com ressalvas por muitas bandas temerosas de “queimarem seu filme” com os fãs pelo risco de terem seu som descaracterizado. “Realmente é um pouco complicado. Nós também ficamos temerosos, foi questão de nos comprometermos em não perder nossa essência, tocar músicas autorais sem medo e confiar que isso ia transparecer para o público em casa”, diz.

E um dos diferenciais do Scalene não foi apenas mandar bem no palco, mas fazer isso remando contra a maré ao tocar suas próprias composições, fugindo da obviedade dos covers. “Estabelecemos isso de início. O repertório não é escolhido só pelos artistas, então tem que provar que a autoral vai funcionar, vai dar ibope e etc. Não é simples, mas deu certo, e foi muito positivo. Tem muita gente no Brasil ávida por músicas e artistas novos, conseguimos conquistar muitas dessas pessoas tocando canções autorais”, acredita. “Foram um marco músicas como ‘Danse macabre’ e ‘Nós maior que eles’ sendo bem recebidas na TV aberta, muitos se sentiram representados, muitos surpreendidos positivamente, foi muito legal! Foi início de um processo de provar que músicas ‘fora do padrão’ podem ser ‘mainstream’, de quebrar certas fórmulas. Estamos orgulhosos da trajetória no programa.”

Conhecendo a ‘máquina’

Além da exposição em rede nacional, a experiência no reality show foi importante para a banda conhecer um pouco mais sobre o esquema de funcionamento do showbiz, essa maquininha danada capaz de espremer o suco de muita gente boa até restar o bagaço. Na opinião de Tomás, foi diferente estar do outro lado e ver muitos paradigmas e muitas ingenuidades caindo. “Amadurecemos e aprendemos muito. Não mudou o que o Scalene quer como banda, mas moldou melhor como faremos para chegar lá”, conta o guitarrista, lembrando ainda da repercussão intensa que havia ao final de cada programa, em especial na primeira e última aparição, tanto que o quarteto, enfim, assinou seu primeiro contrato há cerca de duas semanas com o selo Slap, da Som Livre. “Desde 2012, conversas com gravadoras e empresários vão e vêm, e preferimos continuarmos independentes. Com a Slap encontramos uma equipe muito boa, conectada com o mundo moderno e com vontade de trabalhar.”

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Evolução

Antes mesmo de caírem nas graças dos telespectadores, o Scalene já preparava o lançamento de seu segundo trabalho, “Éter”, sucessor de “Real/Surreal”, de 2013, que mostra um grupo mais à vontade e experiente com o processo de produção de um álbum, considerado pela banda mais maduro, conciso e com referências utilizadas de forma mais inteligente. Entre elas, estão os ingleses do Radiohead, referencial para timbres, arranjos e algumas harmonias, segundo Tomás. Do stoner rock do Queens of The Stone Age, vêm a forma de pensar, as melodias e também timbres e arranjos. “Não é muito planejado esse processo, as influências surgem naturalmente, de Thrice a O’Brother, de Led Zeppelin a Them Crooked Vultures”, explica o músico.

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Curtindo o bom momento, o Scalene não fica na sombra e corre atrás para colher ainda mais frutos da exposição no “SuperStar”. Ainda este mês, o grupo tem shows agendados para Serrinha e Salvador (BA), Aracaju (SE) e Guarulhos (SP). Já no sábado, o quarteto candango volta ao Rio de Janeiro para se apresentar com alguns artistas que participaram do reality show (Lucas e Orelha, Versalles e Dois Africanos) no festival que leva o nome do programa, que será realizado no Citibank Hall e vai reunir fãs de estilos diversos. “Encontrar a galera vai ser bom para colocar o papo em dia e saber como tem sido esse período pós-programa. Encarar o público vai ser natural, já enfrentamos de tudo. Vai ser no mínimo interessante!”

ROCK MUSIC FEST

Com as bandas Scalene, Tazzo e Pequeno John

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Nesta sexta-feira, 7, às 23h

German, (Rua Roberto

Stiegert 10 – São Pedro)

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