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Saraiva propõe venda de metade das lojas para quitar dívidas

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Saraiva do Diamond Mall, em Belo Horizonte, foi uma das sete lojas fechadas da rede em maio. (Divulgação Diamond Mall)

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A nova fase do plano de recuperação judicial da rede de livrarias Saraiva propõe a venda de metade de suas 57 unidades. O documento protocolado no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo na última sexta (3) estabelece as regras para tal trâmite, que deve ser aprovado por seu credores até o próximo dia 3. O plano divide em dois grupos as lojas e prevê a venda de um deles para saldar dívidas contraídas após o pedido de recuperação judicial, feito em novembro de 2018.

Na divisão sugerida, um grupo reúne as lojas do Centro-Oeste, Sul, Norte, Nordeste e parte do Sudeste. Já o outro grupo abarca unidades do Centro-Oeste, Sul e Sudeste. A loja de Juiz de Fora encontra-se agrupada ao lado das unidades do Shopping Rio Sul e do Recreio, no Rio de Janeiro, do Aeroporto de Guarulhos, do Morumbi e da Bela Vista, em São Paulo e as duas lojas de Uberlândia. O preço mínimo da Saraiva local é de R$ 6,4 milhões, mas o plano espera alcançar R$ 8 milhões na venda. O valor é um dos maiores do Sudeste, perdendo, apenas, para as lojas de capitais e de Santos, Osasco e São José do Rio Preto, no estado de São Paulo.

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O grupo a ser vendido, segundo o documento, será aquele que obtiver a maior oferta. A transação prevê que o novo dono assuma contratos de locação e de trabalho dos empregados, além dos contratos de consignação de produtos estocados em cada uma das lojas. Uma das maiores marcas do mercado livreiro no país, a Saraiva possui uma dívida de R$ 675 milhões, cenário que também compartilha outra gigante, a Cultura, também em recuperação judicial.

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