
Projeto conta também com palco para apresentação de artistas locais e blocos ( Reprodução)
O desfile das escolas de samba de Juiz de Fora, que não aconteceu este ano, volta à pauta com projeto apresentado à Funalfa pela diretoria da Liga das Escolas de Samba (Liesjuf). A proposta é transferir a passarela do samba da Avenida Brasil para o Parque de Exposições, no Bairro Jóquei Clube, Zona Norte. A liga pretende ainda reduzir ao máximo possível o repasse de recursos públicos e realizar uma captação junto ao setor privado, a fim de garantir a tradição dos desfiles e a participação do público. Neste projeto, o formato dos desfiles também pode mudar. A ideia é reduzir o tempo do desfile e o número de alegorias, de forma a se encaixar na situação financeira das 13 escolas de samba. A estimativa de público é de seis mil pessoas por noite de desfiles. A proposta está sendo avaliada pela Funalfa e depende do aval do Executivo.
“Descobrimos que poderíamos fazer um desfile de qualidade muito maior do que já foi apresentado. A ideia é conseguir uma plástica melhor, com menos recursos, e oferecer uma estrutura de avenida em que o componente da escola tenha mais contato com o público. A escolha por uma avenida menor é justamente para proporcionar essa proximidade”, explica o diretor de carnaval da Liga, Carlos Henrique Araújo. Além da iniciativa privada, a Liesjuf já organizou um calendário de eventos para 2016, a fim de arrecadar recursos para o espetáculo na avenida.
A escolha do Parque de Exposições ocorreu devido à necessidade de se facilitar a montagem da estrutura dos desfiles, como arquibancadas e camarotes, além de evitar transtornos em relação ao trânsito da Avenida Brasil. A proposta é instalar a passarela na lateral do parque, entre a Avenida Garcia Rodrigues Paes e a Avenida JK. “O parque também nos permitirá pensar como o carnaval de Juiz de Fora vai ser montado, criar ali um local para ensaios técnicos, e começar também a pensar numa estrutura definitiva para os desfiles. É um ponto de fácil acesso e que a população já se acostumou a frequentar nos grandes shows”, explica.
Em relação às datas e sobre a antecipação que vinha ocorrendo nas últimas edições, a Liga afirma que tudo ainda está em fase de conversas junto à Prefeitura de Juiz de Fora (PJF). Na análise da entidade, o Executivo deverá entrar com o apoio institucional, oferecendo suporte em relação ao trânsito, bem como liberação de alvarás, assim como a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros. A Funalfa confirma o recebimento da proposta e afirma a necessidade de ajustes junto à Liesjuf no modelo sugerido. Segundo a pasta, a Funalfa e outros setores da Prefeitura de Juiz de Fora avaliam as sugestões e mantêm diálogo regular com a Liesjuf, não havendo ainda qualquer definição.
Enredos antológicos
Na busca por esquentar de novo os tamborins, as escolas de samba já começam a se movimentar para 2017. A preparação envolve as comunidades em torno da produção de peças, resgatando a tradição e proporcionando renda àqueles que trabalham nas quadras, como alegoristas e costureiras. Para o ano que vem, foi estabelecido que cada agremiação resgatará um enredo que marcou a sua história, os quais inclusive já foram selecionados por cada uma. A proposta da liga agora é gravar um CD com estes sambas para divulgação antes da festa.
No último domingo, as agremiações se reuniram para um sorteio da ordem dos desfiles na Toca da Raposa, quadra da escola de samba Unidos do Ladeira, numa tarde animada pela bateria da Rivais da Primavera e do Conjunto Samba Bamba Show.

