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Bracher, um imortal

carlos bracher vai ocupar a cadeira deixada pelo jornalista almir de oliveira

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Carlos Bracher vai ocupar a cadeira deixada pelo jornalista Almir de Oliveira
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Carlos Bracher vai ocupar a cadeira deixada pelo jornalista Almir de Oliveira

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A cada pincelada, Carlos Bracher traça sua imortalidade. As telas, sua arte, permanecerão. Nesta sexta, 6, o pintor nascido em Juiz de Fora ganha oficialmente o título que lhe cabe: imortal. Bracher assume a cadeira de número 32 da Academia Mineira de Letras, assento ocupado por décadas pelo advogado, escritor e jornalista Almir de Oliveira, natural de Espera Feliz e radicado na mesma Juiz de Fora onde toda a família Bracher se instalou. Na cidade retratada em tintas fortes e gestos vívidos e vibrantes de Bracher, o clã construiu o Castelinho da Rua Antônio Dias 300, um dos principais berços da cultura contemporânea local.

Amparado nas palavras, Carlos sempre fez questão de aliar sua produção plástica à escrita. Autor de “Bracher Brasília”, de 2007, “Ouro Preto – Olhar poético”, de 2010, com seus pincéis e suas penas, o pintor também assina textos de diferentes antologias, como “História, arte e sonho na formação de Minas”, organizado por Mauro Werkema, em 2009. Pensador, portanto, Carlos representa não apenas uma trajetória de exaltação da cultura mineira, como também resume, em si e em sua contribuição, a força de uma família que se inscreveu por definitivo nas artes do país.

Na cerimônia de posse, que acontece às 20h, no Auditório Vivaldi Moreira, na sede da academia (Rua da Bahia 1.466), Carlos será recebido pelo atual secretário de cultura de Minas Gerais e também imortal Ângelo Oswaldo e lançará o documentário “Ouro Preto – Olhar poético”, de autoria de sua filha Blima Bracher. “Valeu a pena viver e, principalmente, pintar. E ambas as coisas se mesclam e se tornam uma coisa só. Elas, a vida e arte, se fortalecem e se solidificam. De verdade, uma coisa provem da outra”, exaltou Carlos em recente entrevista à Tribuna, comentando a alegre fase, que se iniciou em 2014, com a retrospectiva de todo o seu percurso, que viajou o Brasil e terminou este ano, em Ipatinga, no Centro Cultural Usiminas.

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