A sensibilidade de ver nos poemas de Florbela Espanca quais ritmos e acordes fariam a poesia se tornar música e completar o que as palavras diziam gerou para Marcos Assumpção o CD A flor de Florbela, no qual musicou 17 sonetos da poeta portuguesa. O álbum ainda resultou no livro Dois olhares sobre Florbela Espanca, escrito pelo músico em parceria com o professor Bernardo Nogueira, que será lançado hoje após o show que Marcos fará na cidade hoje, a partir das 16h, no Museu Mariano Procópio (Rua Mariano Procópio 1.100), dentro do projeto Música no Parque.
No livro, os autores comentam os sonetos de Florbela escolhidos para ser musicados por Marcos. As opiniões de ambos sobre a poeta morta em 1930 se misturam a comentários sobre a vida da autora nos seus diferentes momentos de criação. No CD, lançado em 2009, Marcos buscou compor como se estivesse tendo Florbela como parceira, criando um trabalho em conjunto sem ser em conjunto, como define. O CD foi algo despretensioso que me deu uma projeção muito bacana. Cheguei onde não era conhecido, além de ter sido muito bem recebido pela crítica tanto musical quando por parte de literatos, comenta.
Marcos reserva para o público juiz-forano um passeio por sua carreira, com repertório que mescla canções de seu álbum mais recente, O tempo em nós, a outras dos sete CDs lançados anteriormente. No novo disco, Marcos reflete sobre o tempo e o espaço em 12 canções, sendo nove de sua autoria e as restantes de Alceu Valença, Flávio Venturini e Nilson Chaves. Não penso somente em rugas, mas em tudo além disso. O tempo passa mas fica ao mesmo tempo.
