Passeio obrigatório de todo turista que chega a Nova York é passar o dia no Central Park. Comigo não podia ser diferente. Porém, nas duas vezes em que estive na cidade norte-americana, posso dizer que conheci dois parques distintos. Na viagem de estreia, vi um lugar completamente seco, com árvores secas e folhas no chão, num dia cinzento e completamente vazio. Não tive muita sorte, e minha decepção foi grande. Mas esse momento quase se perdeu em minha memória por conta do que vivi em janeiro desse ano. Minha segunda ida a Nova York me fascinou tanto que minhas palavras não são suficientes para descrever a beleza daquele local.
O dia não estava ensolarado, o parque não estava verde como se espera de todo grande parque, as árvores não estavam floridas, e a temperatura não era favorável. Mesmo com tudo conspirando contra, não houve como não me encantar. Vi o Central Park coberto de neve, os galhos aveludados pelo gelo e o lago congelado pelo frio. Fiquei fascinada pelo branco que iluminava aquele lugar. Vinha do verão brasileiro, e, por isso, esse foi o primeiro ponto turístico escolhido para os oito dias em que estive por lá.
Paralisada com tanto branco, tanta beleza e tanto frio, nem me lembrei daquela primeira experiência do passado. O frio, a propósito, não incomodava ninguém, tamanho encantamento. E mais um detalhe: o Central Park estava lotado, e todas as pessoas pareciam ter a mesma impressão que eu. Nova York, aliás, é sinônimo de lugar cheio, mas essa é uma outra história…
