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‘Levar carinho’: Renato Albani faz show com arrecadação solidária no Cine-Theatro Central

Renato Albani apresenta o show A Ignorância é uma Dádiva nesta sexta-feira, no Cine-Theatro Central, às 19h e às 21h (Foto: Divulgação)
Renato Albani apresenta o show A Ignorância é uma Dádiva nesta sexta-feira, no Cine-Theatro Central, às 19h e às 21h (Foto: Divulgação)
Renato Albani apresenta o show ‘A ignorância é uma dádiva’ nesta sexta-feira, no Cine-Theatro Central, às 19h e às 21h (Foto: Divulgação)
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Renato Albani trocou a engenharia pelos palcos e hoje figura entre os principais nomes do stand-up no Brasil. Em alta, o capixaba acumula números expressivos: o espetáculo “Zona de conforto” já ultrapassou 600 sessões com ingressos esgotados e foi visto por mais de 250 mil pessoas. Nesta sexta-feira(6), Albani sobe ao palco do Cine-Theatro Central com o show “A ignorância é uma dádiva”, em que aborda, com humor, temas como amadurecimento, redes sociais e a chamada “infância raiz”, além de situações do cotidiano. Serão duas sessões, às 19h e às 21h.

Albani prepara um dos projetos mais ambiciosos da carreira. Em entrevista à Tribuna, ele afirmou que faz questão de destacar a origem em todos os shows e reforçou o orgulho de ser do Espírito Santo. O humorista comentou ainda a gravação do novo especial no Estádio Kleber Andrade, em Cariacica, marcada para 30 de maio, e definiu a iniciativa como a maior da trajetória. “Uma oportunidade de fazer história.”

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Sobre a apresentação em Juiz de Fora, após os episódios de fortes chuvas na cidade, disse lamentar a situação e avaliou que a comédia pode funcionar como um afago ao público, além de ajudar a mobilizar doações para quem precisa.

O evento, produzido pela Page Produções, terá ingresso solidário e arrecadação de doações. Quem optar por essa modalidade deve levar um item de primeira necessidade, como fraldas, EPIs ou alimentos não perecíveis.

Tribuna: Você é formado em engenharia. Em que momento a comédia deixou de ser um interesse paralelo e passou a ser um projeto de vida estruturado? Quais habilidades da engenharia você identifica hoje na construção dos seus textos e na organização da carreira?

Renato: Foi acontecendo de forma muito natural. Durante a faculdade, eu já fazia shows pequenos e senti que isso era o que me fazia feliz. Assim que me formei, já me mudei para São Paulo e, sempre que surgia uma oportunidade, eu falava que sou engenheiro, porque isso acaba soando interessante. Larguei a engenharia para fazer piadas.

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Como foi construir carreira vindo do Espírito Santo, um lugar que muita gente ainda trata como “fora do eixo” da comédia? 

O Espírito Santo é um estado maravilhoso. A gente tem muito talento vindo de lá, muita empresa gigante vindo de lá, o estado é lindo. Então, eu aproveito e, em todo show, faço questão de dizer que venho de lá.

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Você anunciou recentemente a gravação do seu novo “A ignorância é uma dádiva” no Estádio Kleber Andrade, em Cariacica, no dia 30 de maio. O que simboliza, para você, gravar um show em estádio no seu estado de origem? 

É o maior projeto da minha vida. Nunca, no Brasil, um especial foi gravado em estádio. Eu nunca gravei um especial no Espírito Santo. Senti que esse é o momento de fazermos história. Se eu vou fazer história, tem que ser em casa e mostrar para todo mundo que o estado é gigante.

Como você analisa o momento atual da comédia brasileira, especialmente diante das discussões sobre limites e liberdade de expressão?

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Eu tento falar de todos os temas, justamente para não ter diferença entre os assuntos. As pessoas querem rir, e eu estou lá para resolver isso. Não me preocupo muito com as críticas. Sempre haverá críticas. Eu sigo fazendo meu trabalho como meu coração manda.

Você chega a Juiz de Fora em um momento delicado, após episódios de fortes chuvas na cidade. Como enxerga o papel do humor nesse contexto? 

Muito triste saber que as pessoas passam por momentos assim. A comédia chega para dar um afago a mais nelas. As próprias pessoas me mandam mensagens pedindo para não cancelar o show. A comédia tem esse papel de anestesiar um pouco a dor. Estaremos lá, faremos doações para quem precisa e levaremos esse carinho para o público.

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Serviço

‘A ignorância é uma dádiva’, com Renato Albani

*Estagiária sob supervisão da editora Cecília Itaborahy

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