Sonho da Cidade Luz
Há sensações, sonhos e desejos que sentimos sem ao menos saber por que. Em mim, dentro do meu coração, sempre existiu um lindo sonho de conhecer Paris. Em vários momentos de minha vida, nos caminhos que tomei ou nas opções que fiz, deparei-me, sem querer, com algo relacionado à França ou a sua capital. No ano passado, senti que havia reunido uma série de condições favoráveis para realizar esse projeto e falei sobre a possibilidade da viagem com uma irmã, que já conhecia a cidade e poderia, assim, me ajudar. Na mesma hora, ela aceitou o convite e o repassou para nossa irmã mais nova.
Decidimos ir as três, no mês de julho, verão europeu. Compramos um guia turístico, organizamos uma agenda para os dias de nossa estadia, fizemos o contato com uma empresa de turismo já conhecida, organizamos passagens, hotel e traslado.
De tudo que vi em Paris, nada foi menor que meu sonho. É um lugar lindo, eterno e todo envolvido num clima de beleza e cultura. Saíamos do hotel após um bom café da manhã e andávamos pela cidade, de táxi ou a pé. Almoçávamos em locais pitorescos, comendo a comida francesa – uma delícia! – e só retornávamos lá pelas 21h, quando começava a anoitecer. Para mim, estar diante da Torre Eiffel e, no alto dela, ver toda a cidade iluminada; visitar o Louvre e encontrar a Mona Lisa, com todo seu magnetismo; conhecer a obra dos impressionistas no apaixonante Museu d’Orsay; rezar na paz das catedrais Notre Dame, Sacré Coeur, Madeleine e Medalha Milagrosa, entre outras maravilhosas obras de arte sacra, foi uma alegria tão pura e tão mágica que muitas vezes me levaram às lágrimas.
Como passeio ao lar livre, destaco o centro da cidade, a Avenida Champs-Élysées, as margens do Sena e nossa aventureira incursão aos jardins de Monet. Esse último, imperdível pela extraordinária profusão de flores e de cores e do bucolismo francês. Aproveito para agradecer às minhas irmãs, em especial à Creusa, que, com sua coragem e determinação, ajudou-me a viver estes momentos inesquecíveis.
