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Alma das pistas

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"Tem que amar o que faz e ter o compromisso de informar o público, trazer coisas novas. Mas também precisa entender o que cada ambiente pede sem perder sua identidade artística." Para o DJ Fabrício Peçanha, são estes os traços de um bom profissional de sua área, título que algumas das certificações mais importantes do gênero lhe conferiram ao longo de 20 anos de carreira. Único brasileiro na lista de melhores DJs do mundo feita pela revista britânica "DJ Mag", Fabrício também está entre os top do Brasil, sendo eleito, por cinco anos consecutivos, o melhor do país, em votações promovidas pelas publicações do ramo "Cool Magazine" e "House Mag".

De volta a Juiz de Fora neste sábado, integrando o Festival de Inverno do Privilège, Fabrício traz na bagagem seu trabalho autoral, do CD Silver Lining, lançado em maio deste ano. "Uni toda a minha experiência de pista a tendências e sons que considero modernos, a coisas que ouço e me inspiram. A ideia foi fazer um CD bem conceitual que agregasse tudo isso", explica ele, que tem na pista um local de aprendizado constante. "É um grande laboratório de pesquisa. Lá é possível ver o que funciona na prática, o que as pessoas querem ouvir."

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No disco, um conjunto de melodias, synths, timbres, vozes e diversos elementos é misturado a batidas nas 11 faixas, mostrando a facilidade com que o DJ passeia por diversas vertentes da música eletrônica. Da sutileza de "Japanese whispers" à intensidade de "Train of thoughts", o trabalho sólido reproduz a energia contagiante das pistas, que nas apresentações ao vivo é acrescido de recursos visuais e do carisma de Fabrício.

Para o DJ, a tecnologia foi uma enorme aliada para a evolução de sua carreira. "No início, pesquisar era muito difícil, dependíamos de quem viajava para o exterior para trazer discos e revistas. A internet facilitou tudo, e hoje é possível fazer um som imediatamente alinhado com o que se ouve lá fora", conta ele, reconhecendo o crescimento da música eletrônica no país. "Antes a cena eletrônica era muito segmentada, ligada a um público muito específico, que viajava muito ao exterior. Além disso, o som era mais duro, pesado. Hoje em dia, o eletrônico dialoga com diversos outros estilos, como o hip-hop e mesmo a bossa nova, e essa abertura tornou a música mais acessível, mais popular", avalia.

 

LIFE IS A LOOP

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Com DJs Fabrício Peçanha, Leozinho e Rodrigo Paciornik

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Amanhã, às 23h

 

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Privilège

(Rua Eng. Gentil Forn 1.000 –

São Pedro)

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