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Próxima parada: Sétima Arte

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Praticamente extinta há poucos anos, a produção de curtas-metragens no país se aproveita do barateamento nos custos de equipamentos e produção para mostrar que há, sim, muita gente com câmeras nas mãos e infinitas ideias na cabeça, com festivais dedicados aos filmes do gênero proliferando pelo país. Um dos mais novos pode ser conferido aqui mesmo, em Juiz de Fora: é o Filmes da Estação, realizado por meio da Lei Murilo Mendes e que tem início no próximo dia 12, exibindo 57 curtas de vários estados do país na tradicional Praça da Estação e no Anfiteatro João Carriço, na sede da Funalfa.

O Filmes da Estação será dividido em quatro mostras: Estação, com temas contemporâneos e presentes na nossa sociedade, para provocar reflexões e questionamentos; Xangai (homenagem ao trem que ligava Juiz de Fora a Matias Barbosa), concentrado na produção feita em Minas Gerais; Trenzinho, direcionada ao público infantil; e Extra, com filmes que extrapolam gêneros e linguagens e não se encaixam nas outras categorias. A Praça da Estação recebe a Mostra Estação entre os dias 12 e 14 de maio, a partir das 19h; a Xangai, no dia 15, também às 19h; e o Anfiteatro João Carriço terá as exibições das mostras Trenzinho e Extra no próximo dia 16, com início às 15h e às 19h, respectivamente.

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A Mostra Estação ainda terá caráter competitivo para os 29 curtas selecionados, que vão concorrer aos prêmios de melhor filme, melhor direção e prêmio especial do júri, formado pelos cineastas Aleques Eiterer, Henrique Kopke e a atriz Sandra Emília. A cerimônia de premiação será no dia 15, às 21h, na própria Praça da Estação.

Cenas atuais e resgate histórico

De acordo com um dos organizadores do festival, Rodrigo Souza, a ideia do festival é fruto da vontade de trazer para Juiz de Fora uma produção cinematográfica que não se costuma encontrar nos cinemas da cidade. A maioria dos curtas é de 2014. A quantidade de curtas apresentados para seleção surpreendeu a organização do festival: foram nada menos que 611 produções de todas as regiões do Brasil. “É um reflexo de como temos trabalhos hoje em dia, com a facilidade que existe de conseguir equipamento. A gente também produz curtas, e por isso mesmo vemos tantos festivais sendo realizados. O curta tem sido valorizado, encontrando espaço em TV fechada, mas ainda é só começo.”

A seleção além dos limites de Minas Gerais foi feita por Rodrigo e outro integrante da organização, David Azevedo. Destes 44 curtas, há representantes de estados como Roraima, Amazonas, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Maranhão, Ceará, Sergipe, Distrito Federal, Mato Grosso, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Paraná e Rio Grande do Sul. Para selecionar os curtas de Minas Gerais, foi convidada a crítica de cinema Ana Clara Matta.

Das 15 obras escolhidas por ela, dez são de Juiz de Fora: “Em tempo de peste é proibido escarrar nos gatos” (João Mateus Cunha e Cláudia Rangel), “Toque do samba” (Mariana Tavares e Vannessa Resende), “Quem vem lá” (Carol Gavioli e Maria Barra Costa), “A seca do bacalhau” (Diego Casanovas), “Sansão” (David Azevedo)”, “Modorra” (Pedro Carcereri), “O passageiro” (Eduardo Cantarino), “Quase” (Matheus de Simone), “Sanã” (Marcos Pimentel) e “Grave” (Matheus Engenheiro e Tamiris Toschi).

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Rodrigo Souza destaca a importância de realizar o festival na Praça da Estação. “Ela era a porta de entra da cidade nos séculos XIX e XX e foi deixada de lado, tanto que pouca gente senta na praça. A maioria das pessoas acha que é um lugar perigoso. Com o festival, queremos levar a população para reviver a história de Juiz de Fora em um espaço que vem sendo cada vez menos utilizado.”

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