
100 anos depois de naufrágio em 1912
O segundo maior sucesso de bilheteria da história do cinema está de volta, agora em uma reformulada versão 3D. O relançamento, em abril de 2012, marca os 100 anos desde que o imponente navio deixou a costa inglesa em direção aos Estados Unidos e naufragou quatro dias depois, no dia 14 de abril de 1912. Se a documentação histórica do Titanic dá conta de uma enorme tragédia, nas salas de cinema foi exatamente o contrário. A expectativa é de que a produção repita o sucesso de 1997, ou pelo menos chegue perto, já que as cifras alcançadas na primeira versão ultrapassaram a soma de U$ 1 bilhão, permanecendo na lista das dez maiores bilheterias por quase seis meses.
O fio que nos guia por este passeio marítimo é um romance bem ao estilo Romeu e Julieta. Uma expedição aos destroços do Titanic leva uma sobrevivente do naufrágio a relembrar uma grande história de amor que viveu no navio. Em 1912, na única viagem do que era até então o maior navio já construído, Rose (Winslet) é uma jovem da alta sociedade prestes a se casar com seu rico noivo. Mas a bordo do Titanic ela conhece Jack Dawson (DiCaprio), um jovem simples e aventureiro, e se apaixona pelo rapaz. As diferenças sociais fazem com que muitos se oponham ao relacionamento que surge. Em meio ao intenso romance e à rebeldia dos dois, acontece o trágico acidente, que eles enfrentam juntos.
Titanic ganhou 11 Oscars (filme, efeitos sonoros, edição, montagem, efeitos visuais, trilha sonora, diretor, canção original, fotografia, figurino e direção de arte) e empatou com o até então imbatível Ben-Hur (1959), que vinha mantendo a liderança desde então. A produção faz valer cada um deles e, mesmo 15 anos depois, continua com a jovialidade de sua estreia. Não é à toa que se tornou um dos filmes mais importantes da história. O luxo e a grandiosidade do navio original foram transportados para a tela grande com perfeição, agora convertidos para o formato 3D.

