Essa pluralidade vai dar a cara do bloco, assim como a união desses diversos artistas. A palavra-chave é mistura. E o Fogo no Baile representa bem esse conceito. “O Tata Chama é explicitamente música brasileira, e a gente colhe de muitos lugares, ciranda, ijexá, baião, samba-reggae, maracatu. No nosso som, é muito característico o lance da percussão”, explica Alice.
A isso se soma a pegada musical da Mauloa. “É muito uma mistura do que vem do Caribe, do que vem da Jamaica, com o que recebe quando chega no Brasil. Já é um traço nosso tentar trazer essa cultura que é gerada lá no Sound System, que é o baile de rua, e é um ideal antigo nosso mesclar isso com nossa cultura, da música mineira, principalmente”, conta Victor Sampaio. Levadas tão diferentes encontram sua harmonia em um “formato verãozaço”, nas palavras de Alice.
Acima de tudo, a oportunidade do UCA é poder celebrar, no carnaval, a cena musical que está crescendo na Cidade Alta, com uma leva de artistas que lançam mão de influências musicais de todos os tipos e chegam a uma identidade muito própria.

