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O herói inesperado

interpretacao do matematico alan turing rendeu a cumberbatch sua primeira indicacao ao oscar

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Interpretação do matemático Alan Turing rendeu a Cumberbatch sua primeira indicação ao Oscar
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Interpretação do matemático Alan Turing rendeu a Cumberbatch sua primeira indicação ao Oscar

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Mila Kunis vai ter de suar a cabeleira para se mostrar poderosa e absoluta em “O destino de Júpiter”

O carnaval de Juiz de Fora teve início esta semana, mas quem não curte cair na folia pode correr para o cinema e conferir as estreias que chegaram à cidade. Entre os novos filmes em cartaz, o principal destaque vai para “O jogo da imitação”, do norueguês Morten Tyldum, que obteve oito indicações ao Oscar deste ano, entre elas melhor filme, diretor, ator (Benedict Cumberbatch), atriz coadjuvante (Keira Knightley) e roteiro adaptado.

A produção é uma cinebiografia do inglês Alan Turing, gênio da matemática que se tornou um dos principais responsáveis pela derrota da Alemanha nazista durante a Segunda Guerra Mundial. Liderando o Projeto Ultra, composto por matemáticos, especialistas em espionagem, linguística e campeões de xadrez, ele desenvolveu a máquina que foi responsável por decifrar os códigos do Enigma, equipamento que os alemães utilizavam para transmitir seus planos de ataque. O artefato foi fundamental para a vitória dos Aliados na Europa, a Turing só teve o reconhecimento pela criação da máquina – uma espécie de computador rudimentar – muitos anos depois de sua morte. Ainda na década de 1940, Turing chegou a criar outra máquina mais próxima do conceito que temos, hoje, de um computador.

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Apesar de ser considerado, hoje, um dos pais da computação, Alan Turing passou por diversos dramas até sua morte, em 1954, aparentemente por suicídio. Sujeito que possuía diversas ocupações – além de matemático, era cientista, filósofo, maratonista (!), criptógrafo e biólogo -, ele tinha diversas dificuldades de trato social, sofria de TOC (Transtorno obsessivo-compulsivo) e era considerado arrogante por muitos. O drama maior, porém, foi a descoberta de sua homossexualidade, em 1952, quando foi processado por atentado violento ao pudor e sodomia. Para escapar da prisão, preferiu a castração química e morreu falido, dois anos depois. A hipótese de suicídio, porém, é refutada por muitos, que acreditam que ele tenha sido envenenado.

O grande destaque de “O jogo da imitação” é a atuação de Benedict Cumberbatch, que passa para a tela grande toda a complexidade do matemático inglês, confirmando que interpretar personagens diferentes (Sherlock Holmes, Julian Assange, Khan) é com ele mesmo. Mesmo com a indicação para melhor diretor, Morten Tyldum recebeu críticas pelas liberdades históricas cometidas em relação à vida de Alan Turing. Para muitos, ele cometeu uma produção convencional, que mostraria superficialmente a mais que interessante vida de um dos gênios da computação.

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O destino dos Wachowsky

Os irmãos Andy e Lana Wachowsky criaram um dos grandes filmes da virada de milênio: “Matrix” misturou filosofia, ficção científica, efeitos visuais impressionantes, pancadaria e roupas de couro estilosas numa história que questionava nossa realidade. Desde então, porém, a dupla nunca mais foi a mesma, com as continuações “reloaded” e “revolution” entregando menos do que prometiam. Depois, o visual alucinante de “Speed Racer” e a filosofia quase espírita de “A viagem” só baixaram o cartaz dos Wachowsky em Hollywood.

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Por isso, é de se admirar que o casal de irmãos (Larry mudou de sexo e passou a se chamar Lana há alguns anos) tenha conseguido arrecadar nada menos que US$ 175 milhões para “O destino de Júpiter”, nova aposta dele na seara da ficção científica. Na história, Júpiter Jones (Mila Kunis) vive nos Estados Unidos limpando banheiros e comendo o famoso pão que o diabo amassou, sem saber que é a escolhida para ser a próxima Rainha do Universo, aquela que será chamada de poderosa, necessária e absoluta. Ela descobre que faz parte de uma linhagem especial quando é salva por um militar geneticamente alterado, Caine (Chaning Tatum) de um bando de alienígenas. É esse milico que revela a ela a sua importância para o cosmo, mesmo que o filme não se esforce tanto em explicar como a futura manda chuva universal foi despencar em nosso planeta.

Como todo filme dos Wachowsky Brothers, “O destino de Júpiter” é repleto de referências e questões filosóficas, mas a crítica não vem sendo benevolente com o casal de irmãos – no Festival de Sundance, em janeiro, o público reagiu com frieza à exibição da película. Se “A viagem” era considerado excessivamente lento e explicativo, o novo filme é criticado por carregar as tintas na ação, com cenas que chegam a ultrapassar a pancadaria vista em “O home de aço”, último filme do Superman. Para alguns, o que se vê em “O destino de Júpiter” seriam tão exaustivo quanto a megalomania de Michael Bay com os Transformers, em que cada take parecia merecer uma explosão. O roteiro também é considerado algo confuso, sem conseguir amarrar todas as pontas da trama.

Nem tudo é joio no filme, porém. Os diálogos remetem às questões filosóficas de “Jornada nas estrelas”, e as perseguições espaciais seriam dignas de “Star wars”. Outro trunfo da produção fica por conta dos efeitos especiais – um dos pontos fortes da dupla de diretores desde “Matrix” -, que resultam em cenários exuberantes no mais recente filme, além da incrível variedade de povos alienígenas nos mundos por onde a dupla de protagonistas precisa passar até o desfecho da história.

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O DESTINO DE JÚPITER

UCI 3 (3D): 13h05, 18h25 (todos os dias) e 23h30 (sexta-feira e sábado). Alameda 5 (3D/dub): 14h10 e 19h10. Alameda 5 (3D): 16h40 e 21h40. Santa Cruz 1 (dub): 21h. Santa Cruz 2 (dub): 16h20 e 18h50.

Classificação: 12 anos

O JOGO DA IMITAÇÃO

UCI 3: 15h45 e 21h05. Alameda 3: 19h30 e 21h50. Palace 1: 14h20, 16h40, 19h e 21h (exceto segunda-feira).

Classificação: 12 anos

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