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Arnaldo Antunes faz show no Cultural

cantor poeta escritor e artista plastico canta sucessos da carreira solo sem se esquecer da fase com os titas

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Cantor, poeta, escritor e artista plástico canta sucessos da carreira solo, sem se esquecer da fase com os Titãs
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Cantor, poeta, escritor e artista plástico canta sucessos da carreira solo, sem se esquecer da fase com os Titãs

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Trocadilho (im)perdoável, mas necessário: o pulso ainda pulsa nas veias, coração, cabeça, tronco e membros de Arnaldo Antunes. Ex-Titãs, artista solo que não teme casar a canção com suas experiências com a palavra ao mesmo tempo que abraça o pop e o rock, escritor, poeta, artista plástico, Tribalista, Pequeno Cidadão, VJ, o paulista de 54 anos prossegue sem descansar o cérebro e a alma em seus vários projetos: um deles, a turnê de divulgação de “Disco”, álbum lançado em 2013, pode ser conferido neste sábado em Juiz de Fora, dentro do giro musical que ele empreende pelas Gerais neste fim de semana. O cantor e compositor se apresenta, nesta sexta-feira, em Tiradentes e, domingo, em Nova Era. No total, serão sete espetáculos em terras mineiras em pouco mais de um mês.

No palco juiz-forano, o repertório terá canções do novo trabalho, sucessor de “Iê iê iê” (2009), e hits de várias fases da carreira solo iniciada há pouco mais de 20 anos, incluindo aí “Socorro”, “Saiba”, “Passe em casa”, “Contato imediato”, “Invejoso” e “Envelhecer”, sem se esquecer dos anos com os Titãs, com “Televisão” e “Medo”. “É um repertório bem abrangente, com canções mais melódicas e rocks mais pesados”, adianta Arnaldo, que será acompanhado pela sua banda, formada por Curumim (bateria), Betão Aguiar (baixo), Chico Salem (guitarra e violão) André Lima (teclados e sanfona). Edgard Scandurra, que acompanhava o cantor, voltou a se dedicar ao ressuscitado Ira!.

Desde quando andava com os amigos dos Titãs, Arnaldo Antunes era conhecido pela postura única no palco e, também, pelo vestuário personalíssimo. Para a turnê de “Disco”, o cantor tem se apresentado com um pijama feito pelo estilista Marcelo Sommer, para reforçar o clima de intimidade com o público – e para se sentir à vontade, claro. “Sempre gostei de pijama. Queria um figurino assim, é confortável. Ao mesmo tempo, esse foi um disco que comecei a lançar faixa por faixa pela internet, ainda enquanto rolava o processo de gravação, dividindo isso com o público. O pijama tem, de certa forma, essa conotação de compartilhamento da intimidade”, filosofa ao telefone.

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Nestes tempos em que a internet torna tudo efêmero, com cada novidade consumindo a novidade anterior e também consumindo-se em 15 segundos de fama (mesmo que para 17 amigos), Arnaldo voltou com um trabalho (“Disco”) que, mesmo atual, traz no nome uma (imaginária?) ligação com o passado, quando lançar um novo álbum era, sim, um evento. Discos de vinil, por exemplo, estão buscando seu (novo) lugar ao sol. “O pessoal está voltando a ouvir vinil. Eu mesmo voltei, há dois anos comprei um toca-discos. Existe essa coisa ritualística, esse lado muito bacana de se ter uma sonoridade diferente. Mas (o vinil) voltou muito caro, porque são poucas fábricas. A gente mesmo fez um vinil duplo do ‘Disco’, e o nome do álbum é um pouco a reflexão dos dias atuais, em que as pessoas podem comprar apenas algumas músicas. Esses formatos acabam dividindo espaço, não é preciso competir. Há a liberdade de ouvir o que quiser, conhecer os trabalhos do artista em diversas fases. Eu mesmo sempre chamo o disco de ‘disco’ em qualquer formato, mesmo que seja digital”, diz o artista.

Além da carreira musical, Arnaldo segue se dedicando a outras expressões artísticas que, de alguma forma, tenham a ver com a sua habilidade em construir palavras e versos que ultrapassam as barreiras do artista enquanto cantor e compositor. Este ano, por exemplo, foi lançada a coletânea de textos “Outros 40”. Ele, inclusive, venceu o Prêmio Jabuti de Poesia de 1993 com o livro “As coisas”. “Ter esses outros projetos é natural, porque uso a palavra em várias atividades, seja na poesia, nas artes plásticas. Foi esse trabalho com as palavras que me permitiu ir para outras áreas”, acredita. Mesmo a melodia, para ele, sempre vive em transformação. “Tenho esse desejo de experimentar, seja no gênero, no estilo. Ainda nos Titãs, a gente fazia essa mistura de rock, reggae e punk. Eu me preocupo em não me repetir, mas há coisas no meu trabalho com as quais as pessoas sempre vão se identificar.”

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ARNALDO ANTUNES

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Neste sábado, às 23h

Cultural

(Avenida Deusdedit Salgado 3.955 – Salvaterra)

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