
Nova produção da Disney aposta no otimismo para levar o público ao cinema, mostrando um futuro de sonho (Divulgação)
Uma das principais apostas da Disney para 2015, “Tomorrowland – Um lugar onde nada é impossível” vem dividindo a crítica que já conferiu a produção, lançada em 22 de maio nos Estados Unidos e que chega nesta quinta-feira aos cinemas brasileiros. Enquanto alguns consideram o roteiro mal desenvolvido, boa parte dos críticos prefere voltar as baterias para o tom assumidamente otimista do filme do diretor Brad Bird, visto por muitos como “inocente demais”.
Em entrevistas, Brad Bird já declarou que a ideia era essa mesma: resgatar aquele clima “pra cima” que havia décadas atrás, como nos anos 60, de que o futuro seria luminoso, com carros pelo céu, mochilas voadoras e outros inventos de sonho. Ele ficou tão animado que preferiu abrir mão de dirigir o próximo filme de “Star wars” apenas para comandar as filmagens do longa, inspirado em uma tradicional atração dos parques da Disney – que, nitidamente, busca em “Tomorrowland” o mesmo sucesso de “Piratas do Caribe”, atração da empresa de Walt Disney que se transformou em franquia bilionária.
Para quem está acostumado, nos últimos anos, a encarar futuros sombrios e distópicos como os vistos no mais recente “Mad Max” e em “O livro de Eli” – ou mesmo acidamente irônicos, caso de “Idiocracy” -, é difícil imaginar que o futuro possa ter um final feliz para a humanidade. Até mesmo a série “Jornada nas estrelas”, conhecida por mostrar a humanidade pacificada, desenvolvida e livre da fome e de doenças no século XXIV, tem apostado num futuro imperfeito nos filmes mais recentes. Mas “Tomorrowland – Um lugar onde nada é impossível” aposta que ainda somos gente legal, reafirmando o lado “família” da Disney.
O conceito do parque temático serve de livre inspiração para o roteiro de Damon Lindelof, de “Lost” e “Além da escuridão: Star trek”. A figura central da trama é a jovem Casey Newton (Britt Robertson), misto de “princesa Disney” e guria de personalidade de franquias como “Jogos Vorazes”: bonita, otimista e inteligente, é apaixonada por ciências e não abre mão de lutar pelos seus sonhos. Ao mesmo tempo em que não tem uma relação das mais animadoras com seu pai, ela se depara com um botton que a transporta para um novo mundo, futurista. Ela descobre que o artefato foi desenvolvido por Frank Walker (George Clooney), inventor genial desiludido com a ciência após ter uma de suas criações recusadas em Tomorrowland.
A adolescente consegue encontrar o cientista, que vive recluso, e começa a perturbá-lo para que a leve até Tomorrowland. Quando os dois se veem ameaçados, Walker é forçado a seguir com ela para a mítica cidade, localizada em uma realidade alternativa em que a humanidade alcança seu ápice, vivendo em paz e com desenvolvimentos tecnológicos que ainda povoam os sonhos em nossa realidade – e o parque da Disney. Estão lá, claro, a mochila voadora, os carros aéreos etc..
Como se trata de uma produção do Tio Walt Disney, há o vilão (Hugh Laurie) que – no caso do filme – perdeu o amor pelo aperfeiçoamento da humanidade e prefere deixar tudo como está. Ah, sim, e é claro que a pessoa que pode tornar o futuro de Tomorrowland novamente promissor será a mocinha obstinada e otimista. E tudo a um custo de quase Us$ 200 milhões, para tornar crível os sonhos de um futuro melhor para você e sua família – que, ao pagar o ingresso do cinema, torna o futuro da Disney monetariamente mais feliz.
TOMORROWLAND – UM LUGAR ONDE NADA É IMPOSSÍVEL
UCI 4: 14h20, 17h, 19h40 e 22h20. Cinemais 5 (dub): 14h e 19h. Cinemais 5: 16h30 e 21h30. Santa Cruz 1 (dub): 15h30, 18h15 e 21h
Classificação: 10 anos

