Visitei Israel em fevereiro de 2011. Foi uma viagem fantástica! Um país cheio de contrastes. Um lado moderno e outro parado no tempo, como o Bairro de Mea Shearim, em Jerusalém. O lugar mantém o mesmo estilo de vida de meados do século XX, época da criação do estado de Israel, quando um grupo de judeus ortodoxos se instalou por lá. Por outro lado, temos Tel Aviv, cidade moderna, com ruas limpas, saúde e boa educação para todos, transporte coletivo de primeiro mundo. O local possui um dos aeroportos mais modernos e bonitos que já vi, com um sistema incrível de controle de imigração, o que infelizmente não impede atentados frequentes.
Nessa viagem, conheci Jericó, situada no vale do Rio Jordão. É a cidade mais antiga da qual se tem notícia e, por estar sob domínio palestino, é vítima de constantes conflitos, por isso tem várias edificações com sinais de bombardeios. Fiquei emocionada com todas as localidades que conheci. Nazaré, onde fica a Basílica da Anunciação, é o local do anúncio da concepção de Jesus. Em Belém, onde Ele nasceu, visitei a Gruta da Natividade, local da manjedoura. Em Jerusalém, conheci a Igreja do Santo Sepulcro, onde Jesus foi crucificado e ressuscitou. É possível, através de uma fenda no chão, tocar a pedra original. No Monte das Oliveiras, existe uma oliveira com mais de dois mil anos e que provavelmente já estava plantada na época em que Jesus vivia por lá.
O mercado árabe é um enorme labirinto, onde compramos todo tipo de produto: condimentos, frutas, tecidos, vestuários, refrigerantes, joias (que não são lá muito confiáveis). Enfim, tem de tudo. É do mesmo jeitinho que vemos na TV, muito confuso, mas interessantíssimo. Ah! No mercado árabe, não existem mulheres trabalhando. E, no banheiro feminino, é um homem quem organiza a fila e faz a limpeza. É mole?
Por último, a minha maior emoção: o Muro das Lamentações. Homens com barba crescida e cachos nas têmporas, e mulheres bem cobertas, não com burcas, mas vestidas com blusas e saias compridas, meias grossas e, se casadas, com os cabelos cobertos por um véu ou peruca. Todos orando, com o siddur (livro de orações) nas mãos. Eles se inclinam em direção ao muro e voltam à posição inicial, num constante balanço. Existe um tanque para se lavar as mãos antes das orações. Homens de um lado e mulheres do outro, mas com ritual e devoção iguais.
