Ícone do site Tribuna de Minas

O show dos bilhões que viraram pó

christian bale e o genio da matematica que percebe que algo vai muito errado na economia americana

christian-bale-e-o-genio-da-matematica-que-percebe-que-algo-vai-muito-errado-na-economia-americana

Christian Bale é o gênio da matemática que percebe que algo vai muito errado na economia americana
PUBLICIDADE

Christian Bale é o gênio da matemática que percebe que algo vai muito errado na economia americana

PUBLICIDADE

São poucos os que entendem o fio da meada, mas a crise econômica de 2008 nos Estados Unidos afetou o mundo de tal forma que dezenas de países e centenas de milhões de pessoas sentem seus efeitos até hoje. Para facilitar – e ganhar uns milhões de dólares a mais, claro -, Hollywood lançou no final de 2015 “A grande aposta”, filme que conta um pouco do que aconteceu no período e que chega a Juiz de Fora esta semana embalado pelas cinco indicações ao Oscar, incluindo melhor filme, diretor (Adam McKay, mais conhecido por comédias como “Ricky Bobby”) e ator coadjuvante (Christian Bale). A produção adapta para a tela grande o filme “A jogada do século”, de 2010, escrito por Michael Lewis.

Com pouco mais de duas horas de duração, o longa-metragem mostra como a ganância, estupidez e má-fé levaram o sistema bancário americano à beira do colapso, em que o Governo precisou socorrer instituições financeiras e indústrias para o abismo ficar menos profundo. Os novos desempregados e sem teto, porém, não tiveram a mesma sorte. E tudo começa, segundo o filme, anos antes do estouro da bolsa imobiliária, quando o executivo e prodígio da matemática, o surtado Michael Burry (Bale), percebe que há algo de muito errado no mercado imobiliário americano, com os bancos oferecendo crédito fácil para a população e hipotecas sobre hipotecas. Ele é o primeiro a perceber que tal esquema é insustentável, e faz aquilo que praticamente ninguém havia feito antes: apostar contra os bancos e o sistema financeiro em geral.

O único que topa a aposta de Burry é Jared Vennett (Ryan Gosling), que oferece o mesmo pacote para seus clientes. A onda de desconfiança vai crescendo e chega até um representante do banco de investimentos Merryl Lynch, Mark Baum (Steve Carell), que não leva a sério, a princípio, a aposta contra o mercado, até ele mesmo fazer suas investigações e chegar à conclusão de que Michael Burry estava certo.

E ainda tem mais: dois investidores menores de Wall Street têm acesso aos dados de Burry e, com pouca grana, procuram o investidor independente Ben Rickert (Brad Pitt). Todos percebem, em algum momento, a forma desonesta e irresponsável com que os bancos ofereciam crédito fácil para a população e as promessas irreais feitas a quem acabava comprando os títulos de dívida imobiliária dos Estados Unidos. O resultado é conhecido de todos, com a bolha imobiliária estourando e milhões de pessoas sofrendo os efeitos no país, que passavam pela perda dos empregos, das casas ou de suas economias apostadas em papeis que não tinham mais valor algum.

PUBLICIDADE

“A grande aposta” poderia ser um filme enfadonho devido a todo o economês envolvido, mas a decisão de Adam McKay de inserir ironia, a quebra da quarta parede e cenas de viés cômico na história de uma das maiores catástrofes econômicas vividas pelos Estados Unidos garantiram o sucesso do longa entre público e crítica. Não tem o algo mais de um “O lobo de Wall Street”, de Martin Scorcese, mas chega perto.

A GRANDE APOSTA

PUBLICIDADE

UCI 2: 17h30 (domingo), 19h30 e 22h10 (exceto domingo). Palace 2: 16h20 e 21h (exceto segunda-feira)

Classificação: 14 anos

Sair da versão mobile