
Ainda há tempo para apoiar a cultura e ajudar a quem mais precisa, apesar deste terrível 2020 estar em seus dias finais. O empreendimento Moinho, com apoio de outras empresas, promove a partir do próximo sábado (5) o Festival Moinho Cultural, uma série de lives musicais e oficinas que tem por objetivo apoiar e promover a cultura, um dos setores mais atingidos pela pandemia, além de realizar a #juntospelaZN, campanha beneficente de doação de alimentos, que serão entregues à Associação de Apoio a Crianças e Idosos (AACI).
As apresentações do Moinho Cultural acontecerão até o próximo dia 18, no canal do Nosso Moinho no YouTube; as primeiras apresentações serão no sábado, às 20h, com o Rap de Mina e Onze:20; outros artistas que participam são Caetano Brasil e Alessandra Crispin, no domingo (6). No dia 12, Walmor Calado realiza a oficina de dança para adultos, enquanto que o Bloco Muvuka realiza oficina de percussão no dia 13; também nos dias 12 e 13, acontecem as oficinas de música infantil com Amanda Martins e Felipe Tavares. O dia 17 terá a apresentação de dança do grupo Remiwl, e no encerramento, dia 18, serão apresentados os resultados das doações.
Zona Norte no palco
A executiva de comunicação do Moinho, Carmen Calheiros, adianta que todos os artistas e os cerca de 70 técnicos receberão cachês pelas apresentações e pelo trabalho. “Entendemos que esse momento é para eles também, pois estão sem poder fazer apresentações e ainda estão multiplicando essa ação social nas próprias redes sociais. Eles estão muito mobilizados, entenderam a proposta do Moinho de levar a cultura não só para Juiz de Fora, mas também para o mundo, afinal, estará na internet.” O CEO do Moinho, Ricardo Podval, reconhece que o setor cultural foi duramente atingido pela pandemia. “Realizar o festival é uma forma de contribuir e valorizar a cena local aliada a uma ação social e de cidadania”, pontua.
Carmen Calheiros lembra, ainda, que foi feita uma curadoria para incluir artistas da Zona Norte, região onde fica o empreendimento. “Estávamos num momento da pandemia em que gostaríamos de movimentar a cena cultural, pois acreditamos que a cultura tem a característica de ajudar na transformação das pessoas, costumes. O Moinho está iniciando suas atividades, então pensamos fazer de uma forma que todas as pessoas de Juiz de Fora pudessem ter acesso a partir de suas próprias casas, reforçar os talentos que temos na cidade”, diz. “Buscamos mesclar os ritmos, por isso temos o rap, o pop, o samba, a música instrumental, e quisemos trazer esses expoentes da Zona Norte, como o Vitinho da Onze:20, a Alessandra Crispin e vários dançarinos do Remiwl.”
Distanciamento social
Carmen diz ainda que todas as lives e oficinas serão realizadas no próprio Moinho, em um lugar espaçoso – porém reservado e de acesso controlado. “É um lugar com boa ventilação, mas mesmo assim será exigido uso de máscara e só poderão estar as pessoas envolvidas na live que rolar no momento. Os músicos no palco estarão sem máscaras, mas com distanciamento, e todo mundo respeitando os protocolos sanitários”, afirma. “Teremos álcool gel, a alimentação será individual, e o espaço é grande o suficiente para não haver necessidade de aglomeração. No caso das oficinas, queremos fazer ao ar livre, mas com todo mundo com máscaras e distanciamento.”
Ajudar 300 famílias é a meta
Além de apoiar os artistas e oferecer opções para o público em casa, o Festival Moinho Cultural terá caráter beneficente com a campanha de arrecadação de cestas básicas e alimentos não perecíveis, que foi batizada de #juntospelaZN. Para esta ação, o Moinho conseguiu o pátio do Shopping Jardim Norte e das empresas Camilo dos Santos, Medquímica e do Supermercado Pais e Filhos. A população poderá fazer suas doações nos postos de coleta dos estabelecimentos parceiros; além da contribuição dos moradores de Juiz de fora, a Camilo dos Santos e a Medquímica irão incentivar as doações entre seus empregados, enquanto que o Pais e Filhos irá reverter o troco solidário para a AACI e promover ações com seus clientes. A Camilo dos Santos ainda se ofereceu para recolher as doações nos postos de coleta.
“Estamos iniciando a formação de uma rede de solidariedade com os atuais parceiros, e outras empresas sediadas na Zona Norte ainda podem aderir”, diz Ricardo Podval. “Futuramente, a #juntospelaZN poderá se desdobrar em outras iniciativas transformadoras para a região.” A ideia, segundo Carmem, não era fazer o festival somente pelo festival, mas associar a uma campanha social. “E aí escolhemos a AACI, que atende famílias da Zona Norte há mais de dez anos. A pandemia aumentou o número de pessoas atendidas em cerca de 50%, e hoje elas passam de 300 famílias, o que aumentou a dificuldade da ONG para conseguir as doações. Acreditamos que podemos contribuir com as lives.”
Moinho Cultural _ Programação
5/12 _ 20h _ Rap de Mina e Onze:20
6/12 _ 19h _ Caetano Brasil e Alessandra Crispin
12/12 _ 11h – Oficina infantil de música com Amanda Martins e Felipe Tavares
12/12 _ 15h – Oficina de dança com Walmor Calado _ adulto
13/12 _ 11h – Oficina infantil de música com Amanda Martins e Felipe Tavares
13/12 _ 15h _ Oficina de percussão com o Bloco Muvuka
17/12 _ 20h _ Remiwl _ Entre Corpos
18/12 _ Encerramento _ Balanço das arrecadações

