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‘A gente lê o que quer’

a juiz forana carol sabar lanca cabecas de ferro na bienal do livro de sao paulo

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A juiz-forana Carol Sabar lança 'Cabeças de ferro' na Bienal do Livro de São Paulo
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A juiz-forana Carol Sabar lança ‘Cabeças de ferro’ na Bienal do Livro de São Paulo

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Primeiro, Carol Sabar embarcou na história de Duda, uma garota de 19 anos, literalmente, viciada na saga “Crepúsculo”. “Como quase namorei Robert Pattinson” (Jangada) colocou essa juiz-forana na cabeceira de muitas garotas por aí. Depois, ela fisgou leitoras aficionadas pelo amor de Bia e Guga, o casal apaixonante de “Azar o seu!” (Jangada). Sua mais nova empreitada é o triângulo amoroso de “Cabeças de ferro” (Jangada), formado por Malu, seu arqui-inimigo de infância, Artur, e o amigo Nicolas.

“A Malu é uma garota superestudiosa, é superdotada, passa em primeiro lugar no vestibular e está pronta para encarar o trote da engenharia, morrendo de medo porque é o mais perverso da universidade. No dia do trote, uma aluna passa mal, desmaia por conta de uma reação alérgica provocada por uma substância que jogaram nela, e a Malu se envolve com o Artur para tentar resolver esse mistério”, conta a autora juiz-forana, radicada em Brasília, que, neste sábado, às 14h, lança a nova publicação na Bienal do Livro de São Paulo.

Apesar de guardar semelhanças com a mocinha do romance – a escritora escolheu a mesma profissão de sua protagonista -, Carol já anuncia na Nota do Autor que tudo naquele livro é mentira, tudo é invenção. E, para quem se viu para lá de envolvida com a Bia de “Azar o seu”, ela adianta que as duas guardam algumas semelhanças.

“A Bia tem um humor mais depressivo, a Malu é um pouco mais segura de si para algumas coisas, mas elas têm em comum essa insegurança do universo feminino. Por mais que seja um livro de suspense, ele ainda tem um pouco dessa pegada de ser um chick lit, uma literatura para divertir e voltada para as mulheres. Elas têm essas pirações que nós mulheres temos de vez em quando”, conta Carol, uma escritora que deixa suas criações guiarem sua pena. “Quando começo a escrever, sei o início e o fim, mas a história nunca está completamente desenhada na minha cabeça. No “Cabeças de ferro”, eu já sabia quem era o culpado, mas a história vai se desenvolvendo à medida que eu vou escrevendo o livro, até porque os personagens vão ganhando vida e tomam as rédeas da situação.”

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Tribuna – Você experimentou a popularidade com seu primeiro livro, chegando a estar entre as sugestões da “Capricho” como presente de Natal. Você ainda sente a repercussão das suas duas publicações?

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Carol Sabar – Sinto, principalmente do “Azar o seu!”. O “Como quase namorei Robert Pattinson”, quando foi lançado, estava muito na época da onda do Crepúsculo. Então, tive uma repercussão muito boa no início, mas depois foi menor, conforme a série foi perdendo espaço. “Azar o seu” tem uma receptividade muito boa desde o início e é mais constante. Ele foi meu livro mais lido, o que as pessoas mais gostaram.

 

– É mais difícil para um escritor do interior conseguir entrar no mercado de livros?

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– Sim, pelas histórias que sei de outros autores. No meu caso, tive muita sorte. Assim que terminei “Como quase namorei Robert Pattinson”, um editor logo gostou de mim e acabou me indicando para a agência Riff, onde estou até hoje. E é por meio da agência Riff que conheci a Jangada e publiquei meus livros. Mas, para quem está no interior, é muito difícil aquela divulgação boca a boca que vemos em cidades grandes, onde os autores vão a livrarias com seus livros e participam de vários eventos literárias. Para mim, esse mercado aconteceu naturalmente.

 

– A Thalita Rebouças sempre conta que, quando participava da Bienal no início da carreira, subia até em cadeiras para atrair leitor. Que artifício você usa?

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– Não sou tímida, mas, com certeza, não tenho esse desprendimento da Thalita Rebouças. Já a vi autografando na Bienal, e ela é realmente um verdadeiro show. É muito carismática e é atriz também. Consegue cativar pelo carisma. Sou um pouco mais introspectiva, mas, ao mesmo tempo, gosto muito de conversar com meus leitores. A pessoa, às vezes, espera um tempão na fila para falar comigo. Quando finalmente chega para autografar, tenho aquele cuidado de conversar, saber qual livro meu ela mais gostou, qual personagem. Teu jeitinho que acaba agradando.

 

– O que é produzido hoje para os jovens é boa literatura?

– Não existe literatura boa e ruim do ponto de vista do entretenimento. A gente lê o que quer. Não existe certo e errado na arte, existe o que é adequado para cada pessoa. Com a minha literatura, não tenho pretensão de ganhar o Jabuti, porque sei que não encanto com meu texto primoroso, mas, sim, pela maneira como conto uma história. É uma bobagem pensar que um livro não tem valor sendo que, na verdade, tem uma galera que adora esse tipo de literatura e que, através dela, acaba conhecendo os autores mais famosos, os clássicos estudados na escola. O preconceito está por fora.

 

SALA DE LEITURA

Sábado, às 10h30. Reprise na segunda, às 14h30.

Rádio CBN Juiz de Fora (AM 1010)

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