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Gabriela Ozório se assume como artista no EP de estreia ‘Cores d’água’

gabriela ozório cores d'água
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Gabriela realizou show de estreia do EP no Cine-Theatro Central (Foto: Divulgação)
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Gabriela Ozório sempre esteve cantando. Suas primeiras lembranças são de apresentações. Mas ela demorou a “se levar a sério” como artista, até perceber que precisava dar voz ao sonho, que se materializou no EP “Cores d’água”, produzido em Juiz de Fora e já lançado nas plataformas.

Seu primeiro trabalho possui seis faixas, totalizando 25 minutos. Nessa quase meia hora, Gabriela revela ao ouvinte sonhos embalados em canções que a artista não só compôs, mas também produziu, em conjunto com Bernardo Bara, no estúdio LaDoBe.

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As letras e as melodias costumam vir juntas, de madrugada, quando ela não consegue tirar algo da cabeça. Algumas músicas já vêm totalmente prontas, como foi o caso de “Tudo nós”; outras, no entanto, como “Cores d’água”, levam meses para serem finalizadas. Em todos os casos, a artista explica que é preciso mergulhar fundo no sentimento ao longo do processo e que muitas de suas ideias vêm dos seus sonhos.

É por isso que o processo de composição do EP não foi linear. Muitas das letras já acompanhavam Gabriela em outras fases de sua vida. Para ela, “foi um parto” para colocar o álbum no mundo, principalmente porque demandou muita coragem.

‘Além do esmero’

Conceito do EP é um misto de referências musicais e oníricas (Foto: Divulgação)

Todo o processo de produção do EP levou seis meses. Ao mesmo tempo que foi uma correria, ela conta que foi uma experiência muito prazerosa.

Além de compor e gravar as canções, Gabriela também se encantou pelo processo de produção e receber diferentes músicos que participaram de suas composições, dando vida ao que antes só existia como ideia.

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Artistas da região como Renato da Lapa, Eduardo Yroxe, Pedro Brum, Augusto Vargas e Daniel Carvalho, além de outros artistas mineiros como Vasco Jean Azevedo, João Luiz Rezende e Ciro Bellucci marcaram presença nas faixas.

“Cores d’água” conta com a masterização de Rodolfo “Ambivalente” Ribeiro e colaboração de Nathan Itaborahy na engenharia de gravação. Já os arranjos ficaram por conta de Fiôra e Pedro Dias, responsáveis pela gravação de baixo, piano e teclados, violão e guitarra.

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Gabriela explica que parte da correria da gravação foi necessária. “Tinha que ir além do esmero, porque precisava lançar o EP”, conta. Isso porque foi o momento em que ela finalmente se sentiu pronta para se assumir como artista e cantora.

Suas referências para a elaboração do conceito e das composições também foram transformadas pelo processo de gravação e lançamento. Entre arranjos que embalam, melodias precisas e instrumentais envolventes, além de letras com forte lirismo, é possível perceber todas as inspirações e caminhos que guiaram Gabriela ao colorir de “Cores d’água”.

Entre nomes como Marisa Monte, Milton Nascimento, Marina Sena, Silvana Estrada, Gal Costa e Cícero, também estão Billie Eilish, Lizzy McAlpine, Djavan e Tim Bernardes. Outra referência é Augusto Vargas, que faz parte da banda juiz-forana Varanda, e que participou do trabalho.

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Na verdade, à medida que Gabriela assume seu papel como artista e conhece melhor esse universo, mais referências acumula, criando um mosaico próprio.

No caminho

Natural de Belo Horizonte, Gabriela viu a chance de ingressar na Bituca – Universidade de Música Popular, em Barbacena, como uma oportunidade única para sua carreira.

“A Bituca me formou em muitos aspectos”, explica ela, destacando a criatividade que marca presença nos corredores da escola. Foi lá também que a artista se entendeu como artista, percebendo que precisava ser o que se é de forma verdadeira.

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A Bituca, para ela, foi um divisor de águas e também a ligou aos músicos que hoje fazem parte de sua banda, além das amizades, que ela leva consigo em seus próximos passos na carreira.

A primeira apresentação de “Cores d’água” aconteceu em Juiz de Fora, no Cine-Theatro Central, quando Gabriela e um trio de instrumentistas tocaram as seis faixas que compõem o trabalho junto a releituras de outras canções.

Agora, o EP deve rodar e conhecer outras localidades. “Tenho vontade de levar o EP para outros lugares também, deixar a obra respirar”, finaliza, embarcando de vez em sua carreira musical.

*Estagiária sob a supervisão da editora Cecilia Itaborahy 

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