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Oscar Wilde no teatro

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Inglaterra, século XIX. Um belo e ingênuo rapaz é retratado em uma pintura pelo artista Basil Hallward, tornando-se sua inspiração em diversas outras obras. Da convivência com Lord Henry Wotton, um cínico e hedonista aristocrático, amigo de Basil, o jovem conhece o fascinante mundo dos prazeres. Apaixonado por sua própria imagem, faz um pacto rogando que o retrato envelheça em seu lugar. Dorian se tornou um símbolo de várias gerações, diz o ator e diretor Anderson Ferigate, referindo-se ao protagonista do espetáculo Dorian Gray. A peça, adaptada do romance O retrato de Dorian Gray, de Oscar Wilde, será apresentada no Pró-Música sábado e domingo e no próximo fim de semana, com apoio da Lei Murilo Mendes.

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Wilde é atemporal e universal. Ele está muito presente nos dias de hoje, defende Ferigate, que guardava há dois anos o desejo de levar a montagem para os palcos. Todo mundo, de alguma forma, já ouviu falar desse autor. Por isso, a pertinência da peça. Recentemente, foi publicado um livro com frases dele, em 2009 foi lançado um filme, e um dos seus textos foi montado no Rio há pouco tempo, completa o diretor. Para realizar seu intento, Ferigate precisou lançar mão de várias versões do texto original. O desafio era reduzir uma obra monumental, tão rica e densa, com tantas nuances e personagens ao pequeno espaço cenográfico.

Dez atores se dividem entre os papéis: Diogo Martins, Bruno Nogueira, Sara Siqueira, Andressa Mello, Márcia Melllo, Rafael Coutinho, Luidy Mendonça, Tiago Fontoura, Márcia Rocha e Ferigate. A trilha sonora é de ChadasUstuntas, a produção é de Márcia Mello, que criou e produziu o figurino com Tiago Fontoura e Sara Siqueira. Adryana Ryal e Beta Silva auxiliaram na direção e ministraram oficinas de corpo, voz, postura e interpretação. Quem assina o cenário, feito com elementos simbólicos, é Márcio Heider. Peças de ferro, confeccionadas no Rio de Janeiro, se misturam a telas, que em alguns momentos se transformam em objetos da própria cena. Os intérpretes simulam tomar chá de um recipiente que não passa de um desenho retratado numa pintura.

O tempo todo falamos do que é aparente e o que é conteúdo. Por isso, resolvemos brincar com a questão do que é real e o que é simples aparência, explica o diretor. O difícil era encontrar um ator que conseguisse interpretar um ser com tamanha densidade psicológica e que pudesse se transformar no ícone em carne, osso e sentimentos. O esforço de todo o elenco foi fundamental. Vale a pena assistir a essa história que versa sobre filosofia, amor, arte, beleza e decadência moral, atesta Ferigate.

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DORIAN GRAY

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Sábado, às 21h, e domingo, às 20h

Teatro Pró-Música

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(Av.Rio Branco 2329)

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