Ícone do site Tribuna de Minas

Morre a atriz e diretora de teatro Rôse Probst

PUBLICIDADE

Enquanto o público seguia seu curso, entre um palco e outro, mais uma luz se apagou no teatro local. A atriz, diretora, produtora e arte-educadora Rôse Probst, uma das fundadoras e ex-presidente da Associação dos Produtores de Artes Cênicas de Juiz de Fora (Apac / JF), morreu na manhã de ontem, às 7h50, em decorrência de insuficiência respiratória. Segundo a irmã da artista, Mônica Probst, Rôse enfrentava um câncer de ovário desde junho do ano passado e estava internada no Hospital Monte Sinai há dias. "O retorno ao hospital aconteceu por conta de uma infecção urinária, mas elas já estava muito debilitada, e o quadro se agravou", conta Mônica.

Atuante na cena teatral há vários anos, Rôse, que completou 50 em março, estava afastada para tratar a doença. Conforme a atriz Sandra Emília, que integrou a diretoria da Apac ao lado da amiga, a diretora permanecia em constante batalha pela classe artística. "Tenho certeza que estava ansiosa para retomar as atividades." Mônica completa: "ela lutou enquanto pôde pela cultura de Juiz de Fora". Como coordenadora do Movimento Arte e Cidadania – Juntarte, Rôse participou da elaboração do texto do projeto de criação do Conselho Municipal de Cultura (Concult). "Trata-se de uma grande perda para a militância artística da cidade", lamenta Sandra Emília, que convivia com a artista há cerca de dez anos. "É uma geração que está indo embora. Fica um grande vazio", diz, referindo-se também ao diretor Robson Terra, morto no dia 10 de abril.

PUBLICIDADE

Entre 1998 e 2010, Rôse dirigiu, ao lado da irmã, o Laboratório de Artes Cênicas (LAC), onde formava atores e oferecia os cursos preparatórios para a prova do Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões de Minas Gerais (Sated/MG). O ator e produtor da banda Trupicada Marcelo Carvalho, que integrou uma oficina em 1998, comenta que Rôse sempre buscou a profissionalização para o teatro local. "Ela me influenciou nesse sentido." Outro que deu os primeiros passos com a ajuda da diretora é o ator Gustavo Demetrius, atualmente na Isto Companhia Teatral. "Eu estava no elenco da primeira peça dirigida por ela, ‘Confusão na floresta’, do Grupo Expressão, em 1993." A trupe se especializou em bonecos nos últimos anos e seguiu até 2010. Mônica Probst participava do projeto. "Nós fazíamos tudo juntas", lembra.

O atual presidente da Apac, Cristiano Fernandes, também lamenta a perda da companheira de ofício. "Rôse era uma artista preocupada com o aprimoramento do fazer teatral juiz-forano." Na década de 1990, os dois trabalharam juntos no Grupo Arte, dirigido por Ademir Fernandes. "Ao longo do tempo, ela cresceu e conquistou seu espaço." Em nota, a Funalfa afirmou: "a classe artística perde uma profissional talentosa e versátil". Rôse será sepultada nesta quinta, às 8h, no Cemitério Municipal.

Sair da versão mobile