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‘Minha carreira é toda por acaso’

carina rissi passou por minas gerais para turne de lancamento de no mundo da luna

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Carina Rissi passou por Minas Gerais para turnê de lançamento de
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Carina Rissi passou por Minas Gerais para turnê de lançamento de “No mundo da Luna”

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Quando e como surgiu a best-seller Carina Rissi? “Não sei dizer quando foi o pulo do gato. Tive a sorte de estar numa editora que tem uma distribuição muito boa”, conta Carina Rissi, sucesso de vendas, inclusive, na Alemanha. A versão em e-book de seu primeiro livro – “Perdida: um amor que ultrapassa as barreiras do tempo” (Verus) – entrou, de uma hora para a outra, para a lista dos mais vendidos no país estrangeiro. O êxito foi tanto que ela acabou descoberta pela editora Verus. Com quatro obras publicadas, já são mais de 120 mil livros comercializados. “Uma pessoa lia, indicava para o amigo, que passava para o primo e para a irmã. Foi no boca a boca. Minha carreira é toda por acaso. As coisas vão acontecendo sem querer, de repente”, conta ela, de passagem por Minas Gerais para lançamento de “No mundo da Luna” (Verus). A turnê de divulgação segue para Fortaleza e Salvador.

Carina comenta que, nessa nova aventura, a vida da protagonista está de cabeça para baixo. O namorado está de caso com a vizinha, o carro passa mais tempo na oficina mecânica do que com ela e o emprego de recepcionista na revista “Fatos & furos” não é o que sonhava. Entretanto, como em um bom romance açucarado, Luna assume a coluna de horóscopo e, de quebra, ganha uma arrebatadora e irresistível paixão. Fã de Jane Austen, a paulista Carina00 fala, na entrevista ao lado, sobre sua predileção por finais felizes e dá detalhes do roteiro que escreveu para as telonas de “Perdida”. A expectativa é de que a história vá para o cinema em 2016. A entrevista será transmitida neste sábado, às 10h30, no “Sala de leitura”, da Rádio CBN Juiz de Fora, frequência AM 1010, com reprise na segunda, às 14h30.

Tribuna – Li que a Stephenie Meyer, autora de “Crepúsculo”, foi sua inspiração para escrever o primeiro livro …

Carina Rissi – Eu tinha a ideia do “Perdida” já há uns dois anos na cabeça, mas sentar para escrever um livro é meio assustador. Uma vez, eu estava assistindo ao programa da Oprah Winfrey, e a Stephenie Meyer foi contando que sempre teve diversas historinhas na cabeça. Eu fui me identificando muito com aquilo. “Gente, será que, se eu sentar para botar alguma coisa no papel, vai sair alguma coisa?”, pensei. O programa terminou, peguei o celular e comecei a esboçar umas palavrinhas. Na mesma hora, fiz uns seis capítulos no celular mesmo para depois ir para o computador.

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– Já conseguiu traçar um perfil dos seus leitores?

– Meu público é muito variado. Tenho leitoras meninas, de 14, 15 anos, até mulheres de 60, 70 anos. Mulheres, em sua maioria. Aparecem meninos nos meus eventos, mas a maioria é de mulheres.

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– Você pensa no leitor quando escreve?

– Ainda estou me adaptando a essa profissão que meio que me escolheu. Isso foi em 2010. Quando eu sento no computador, tento não pensar que alguém me lerá depois. Ali somos eu e meus personagens. Somente nós. É muito assustador e até íntimo permitir que outra pessoa veja o que se passa na sua cabeça. Quando estou escrevendo, escrevo para mim, para a Carina leitora, para me divertir. Só vou pensar no público quando estou revisando, a história está montadinha. É lógico que tenho essa preocupação de agradar, de os personagens cativarem, acabo incluindo algumas coisas que eu sinto que os leitores querem, mas não mudo a história por isso.

– Uma boa história tem que ter um final feliz?

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– Tanto nas minhas histórias quanto nos meus livros favoritos. Sou muito fã de Jane Austen, e uma vez ela disse assim: “As personagens teriam, depois de alguns problemas, tudo o que o coração delas sempre desejou”. Eu levo isso muito certo na minha carreira. Para mim, ela fez o mais lindo e brilhante dos livros. Se para ela funciona, para mim também. Gosto de um final feliz. Livro que tem um final diferente disso me deixa muito triste, deprimida.

– Você acredita que já escreveu seu melhor livro?

– Gosto de pensar que estou escrevendo. Gosto de pensar que o livro que estou trabalhando é sempre melhor que o anterior, que eu consegui crescer, me aprimorar, melhorar.

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– O “Perdida” vai se transformar em filme. A história sofreu muita adaptação?

– Ajudei o Luca Amberg (cineasta da Amberg Filmes) no roteiro. Nós tentamos deixar o filme o mais fiel possível ao livro para que os leitores não estranhem. Ocorre de as adaptações cinematográficas destoarem, e muito, do livro, e eu queria que a história fosse a mesma. É claro que, para que a história faça sentido, algumas mudanças são obrigatórias, porque o filme é muito rápido. Refiz algumas cenas, fiz algumas ceninhas novas que hoje adoraria ter incluído no livro, mas tudo vai estar no filme, então está valendo. Vai ser um filme superbacana, romântico e divertido.

– Você participa da escolha do elenco?

– Ele me deu a liberdade de acompanhar, mas o elenco ainda não foi escolhido. Estamos na fase de captação de recursos para começarmos a produção de cenários, fechamento de elenco e tudo mais. Não vejo a hora de isso acontecer, fico superansiosa.

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