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Arte de garimpo em nova galeria

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Garimpando feiras livres e ferros velhos, Mauro Alvim encontra a matéria-prima de suas obras. Fragmentos da indústria, instrumentos agrários, peças de automóveis, entre inúmeros outros objetos, que nos remetem, sobretudo, ao século XIX e ao início do XX, dão forma às esculturas do artista. Doze delas estarão expostas a partir desta segunda na Galeria de Arte Contemporânea Fábio Gama, compondo a mostra Mauro Alvim: A vanguarda da escultura contemporânea. A exposição é a primeira individual abrigada pelo espaço, inaugurado há três meses.

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Contrariando as formalidades do coquetel de lançamento, a galeria propõe uma tarde de conversa entre expositor e convidados. É uma oportunidade de discutir as tendências da arte e da cultura na cidade e propor um intercâmbio entre artistas renomados e os que estão surgindo e precisam contar com espaços abertos às suas criações, destaca o artista plástico e proprietário da galeria, Fábio Gama. Além das artes plásticas, o ambiente pretende abrir suas portas a diversas outras formas de expressão, ligadas, principalmente às vertentes modernas e contemporâneas.

A arte é a caixa de ressonância da sociedade, demonstrando com agressividade ou beleza o que está ocorrendo no cotidiano, escreve João Carlos Figueiredo, em texto que introduz os visitantes à mostra. A arte contemporânea vem nesse diapasão, porque o tema é mundial e tudo que afeta a vida das pessoas encontra respaldo na alma do artista, que sente a tristeza e a alegria das cidades, seja num trem, numa bicicleta ou numa motoca, completa Figueiredo. Atento às demandas da atualidade, Alvim, inclui em seus projetos ideais engajados, como reciclagem e sustentabilidade. As peças que uso não têm nada de ‘clean’. A sugestão de ‘vanguarda’ surge de um novo visual e de uma nova composição que será dada às peças antigas, que seriam rejeitadas, explica o artista, que aposta nas curvas e nas formas mais rebuscadas para alcançar uma expressão que rotula como neo-barroca. Ou algo do tipo, pontua.

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Para chegar ao conceito de seus trabalhos, o escultor baseia-se em obras de representativos escritores brasileiros e também juiz-foranos. Algumas das esculturas expostas fizeram parte da mostra Os quatro ‘cavalheiros’ do Apocalipse, na qual o escritor faz referência à profecia maia sobre o fim do mundo e tem como inspiração os poemas de Edimilson de Almeida Pereira, Fernando Fábio Fiorese Furtado, Iacyr Anderson Freitas e Júlio Polidoro. É uma maneira de romper com o óbvio e agregar valor ao conceito das peças.

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MAURO ALVIM: A VANGUARDA DA ESCULTURA CONTEMPORÂNEA

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Abertura da exposição nesta segunda, das 14h às 17h. Visitação de segunda a sexta, das 10h às 19h. Até 17 de setembro

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Galeria de Arte Contemporânea Fábio Gama

(Rua Moraes e Castro 724, São Mateus)

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