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Marcela Lima revisita trajetória de mais de 30 anos em exposição no Prosa Café

Marcela Lima revisita trajetória de mais de 30 anos em exposição no Prosa Café

(Foto: Leonardo Costa)

Marcela Lima revisita trajetória de mais de 30 anos em exposição no Prosa Café
Exposição fica em cartaz durante o mês de agosto (Foto: Leonardo Costa)
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A artista Marcela Lima apresenta sua primeira exposição no Prosa Café entre os meses de julho e agosto. “Curadoria da memória” apresenta obras carregadas de representação afetiva de suas lembranças e vivências, a partir da técnica tridimensional de assemblages.

Não é a primeira exposição de Marcela. São mais de 30 anos de carreira artística, diversas exposições e projetos. Porém, essa em cartaz marca seu retorno para a cena cultural de Juiz de Fora, cidade onde iniciou sua trajetória.

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Em “Curadoria da memória”, Marcela apresenta um pouco de sua trajetória, mergulhando na palavra para dar forma e sentido às imagens. “São elementos que trazem a memória, não só minha, mas do espectador. E aliados com a poesia estão dando significados novos a esses objetos.”

A técnica da assemblage é um trabalho tridimensional de colagem, não só de tecidos e papéis, mas que também conta com a inserção de outros elementos, criando um objeto rico artisticamente. O termo “assemblage” é francês, dos anos 1950, e vem do movimento do cubismo.

Com a sua curadoria, a artista busca também levar a experiência poética, não só dos textos, mas também da imagem, ao espectador, como uma experiência sensível, proporcionando leveza à exposição.

Marcela cria arte a partir de uma detalhada curadoria (Foto: Leonardo Costa)

Para finalizar a mostra, a artista também realiza uma visita guiada no Prosa Café, no dia 12 de agosto, uma quinta-feira. A inscrição pode ser feita no local ou no Instagram, @marcelalimapintura.

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A escolha do Prosa Café para receber suas obras partiu de uma sintonia entre espaço e artista por meio da valorização de peças antigas, já que Marcela possui uma forte relação com antiquários.

“O objetivo da Ju, que é a dona, é que lá não seja apenas um café, mas que ele seja um ponto de encontro, uma referência cultural na cidade de Juiz de Fora”, explica Marcela Lima.

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‘A arte me escolheu’

“Eu não acredito muito em inspiração. Eu tenho um trabalho ao longo de mais de 30 anos como artista e eu falo que a arte que me escolheu, eu não escolhi a arte. Então, assim, é uma necessidade mesmo da existência humana”, define Marcela.

Além de Juiz de Fora, Marcela já viveu em diversos estados por conta de sua carreira como professora universitária, vivendo a cultura de cada estado em que passou, como Salvador, Goiânia, Ceará, Goiás, e no norte do Brasil. Todas essas experiências a ajudaram a amadurecer suas referências, que também passeiam nas áreas da dança e teatro.

Para ela, criar é um trabalho contínuo e diário, envolvendo sempre muita pesquisa. “A gente está aberto ao erro, aos acertos. O erro te faz aprender, te faz crescer, te faz investigar, e assim o seu trabalho vai maturando, ganhando a maturidade que necessita.”

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Perceber-se frágil

Em seu trabalho de investigação artística, Marcela também aponta a necessidade de olhar para si e ao redor. “O meu trabalho sempre vai ter uma referência com a memória, com o tempo, com o passado do tempo e sobretudo com o feminino”, explica.

Fotografias do cinema mudo, livros antigos, objetos vintages, toalhas, crochês e bordados são alguns dos elementos que guiam sua produção.

“É um trabalho extremamente delicado, extremamente feminino e sobretudo onde eu trago a mim, o meu feminino à tona, porque não tem como você trabalhar como artista excluindo a sua vivência e as suas experiências em vida.”

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Para ela, é preciso também se perceber frágil e incompleta, estando sempre em um processo contínuo de refazimento e conhecimento, que refletem em suas obras.

Serviço

Exposição “Curadoria da memória” de Marcela Lima
Prosa Café (Rua Fernando Lobo, 52 – Centro)
Visitação de segunda a sexta-feira, das 13h30 às 19h30h, e aos sábados das 9h às 13h
Entrada gratuita

*Estagiária sob a supervisão da editora Cecilia Itaborahy

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