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Paleta de tecidos

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Nos estudos iniciais de artes visuais, composição, dinâmica das cores, textura, conceito e outros elementos são essenciais para a compreensão e execução de quaisquer trabalhos. No patchwork presente nas colchas, painéis, enxovais e almofadas que Nelcy Corrêa Marques e suas 14 alunas expõem na Galeria Celina Bracher, do Centro Cultural Bernardo Mascarenhas, a partir de amanhã, os elementos estão presentes, alçando a técnica ao status de arte. O patchwork não é mais a colcha de retalhos de antigamente. É uma arte diferente. No artesanato não há as três camadas que temos nesses trabalhos. Eles são muito elaborados, explica Nelcy.

Professora do Ateliê Carinho em Retalhos, a inspetora escolar conheceu a técnica logo que se aposentou. Para não ficar parada, decidiu aperfeiçoar-se, fazendo cursos em São Paulo, Rio de Janeiro e na Região Sul do Brasil. Desde 2001, coordena o espaço onde ensina a técnica que reúne uma camada de tecidos costurados formando algum desenho, uma manta acrílica e o forro, unidas as três pela técnica do quilt, espécie de costura decorativa. Podemos trabalhar com retalhos, mas não dá para fazermos muitas coisas. O patchwork faz com que um tecido bonito se transforme em outro, ainda mais belo, comenta Nelcy.

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Segundo a professora, que já expôs no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul, é especial apresentar suas obras e as de suas alunas em uma galeria de arte, confirmando a complexidade de uma expressão ainda pouco valorizada. É um trabalho muito preciso, que exige um raciocínio lógico, com muitos cálculos e uma visualização estética, observa. Além de desenhos geométricos, também há a possibilidade de construir figuras, imagens mais completas, acrescenta, pontuando que a complexidade das obras cresce proporcionalmente à experiência com os tecidos. Com o tempo o aluno vai adquirindo a noção, vai ganhando intimidade, afirma Nelcy, certa de que a arte do patchwork também exige certa intuição.

PATCHWORK

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Abertura amanhã. Visitação de terça a sexta-feira, das 9h às 21h, sábados e domingos, das 10h às 21h. Até 27 de outubro

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CCBM

(Av. Getúlio Vargas 200 – Centro)

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