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Palco de possibilidades

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Um espetáculo do gênero híbrido – épico, lírico, cômico e poético – será o responsável por abrir, amanhã, a Mostra de Espetáculos do 7º Festival Nacional de Teatro de Juiz de Fora. Nada mais apropriado à proposta da edição do que unir fala, gesto, poesia, artes plásticas e música logo na primeira noite do evento, que, este ano, deixa de lado o caráter competitivo. Com o novo formato, escolhido no intuito de aproximar artistas e grupos com realidades e perfis diversos – e, talvez, por isso, impassíveis de comparação -, o festival traz ao público juiz-forano 13 montagens, adultas e infantis, representadas por grupos de nove cidades.

Desta vez, as peças serão avaliadas por dois críticos. A professora de teatro no curso de arte e mídia da Universidade Federal de Campina Grande(PB) e diretora teatral, Eliane Tejera Lisboa, e o ator, diretor, dramaturgo e crítico, Lucianno Maza, assistirão aos espetáculos para, no dia seguinte às apresentações, sempre às 10h, no CCBM, debater o trabalho. As críticas serão ainda publicadas diariamente no site do Zine Cultural.

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Sobre anjos & grilos abre a maratona nesta segunda, às 21h, no Teatro Pró-Música, explorando o universo de Mario Quintana. Por meio da atuação de Deborah Finocchiaro, a Cia. de Solos e Bem Acompanhados, de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, pretende mostrar uma faceta pouco conhecida do poeta, presente em entrevistas e frases agudas que questionam os valores da sociedade, da vida e de morte. A companhia já percorreu quase todos os estados brasileiros, participando de vários festivais.

O único representante de Juiz de Fora na mostra principal, o Teatro Obsessivo Compulsivo (T.O.C), se apresenta no CCBM, às 21h, no dia 3 de setembro. A vida como ela foi… presta homenagem ao dramaturgo Nelson Rodrigues, no ano em que completaria 100 anos. A peça combina fragmentos da obra do autor, entre peças teatrais e crônicas, com passagens marcantes de sua vida.

A Cia. Santarosa de Teatro, de Ribeirão Preto, São Paulo, dá vida à história de um patrão miserável que vive às custas de sua astuta criada. É patrão, é serviçal, ganha pouco e come mal quer provar à plateia presente no Pró-Música, no dia 4, às 19h, que, em certos casos, é melhor viver mal acompanhado do que só.

No mesmo dia, às 21h, o CCBM é palco para (Outras) histórias reais, da Cia. 4 pra Nada, também de Ribeirão Preto. O drama adulto, deslizando entre as fronteiras do teatro, da dança e da música, coloca em cena três atores e suas respostas masculinas às histórias reais de Sophie Calle.

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O defunto é o representante do teatro do absurdo na mostra, trazido pelo Grupo Galhofes MG, de Uberlândia, no dia 5, às 21h, ao CCBM. Na trama, mulheres que vivem o encontro e o desencontro da dor de não saberem mais a que tempo pertencem e de não serem mais quem são.

A tragicomédia Lições de motim, da Anthropos Companhia de Arte, de Goiânia, Goiás, ocupa o CCBM no dia 6 de setembro, às 19h. Um ladrão, velho conhecido de uma pobre viúva que vive em uma residência modesta, acaba entalado em uma janela. Preso e humilhado, o marginal passa a sofrer com os estratagemas impiedosos de sua vítima.

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A cada chamado do trem, Mauro e Aurora descobrem que podem estar em uma atmosfera de Estarção. O abandono, seguido de espera, propicia o encontro entre as personagens, que, por um curto espaço de tempo, se relacionam, se reconhecem e criam afetos. O drama da Cia. Independentes, de São João del-Rei, estará no CCBM, no dia 7, às 16h.

Depois da chuva, do Teatro Circense Andança, de Petrópolis, Rio de Janeiro, também estará em cartaz no dia 7, às 19h, no Teatro Academia. Inspirado em um conto de Gabriel García Márquez, o drama narra a história de três mulheres do interior do Brasil, que têm suas vidas transformadas com o aparecimento em seu quintal, após uma tempestade, de um velho esfarrapado, com asas enormes.

Fechando o sábado e a mostra, às 21h, no Pró-Música, Coisas de meninos, da Cia. dos Meninos, de São Paulo, conta a trajetória de cinco garotos de 12 anos. Criados em uma pequena cidade do interior, decidem, na vida adulta, romper barreiras que, na infância, pareciam intransponíveis.

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Aos jovens espectadores

Quatro espetáculos da Mostra de Espetáculos desta edição são dedicados ao público infantil. O clássico O mágico de Oz, em montagem da Ciranda de Cena, de Uberlândia, será apresentado no dia 3 de setembro, às 19h, no Pró-Música. O musical acompanha Dorothy em sua jornada pelo mundo encantado do grande Oz, mágico que poderá levá-la de volta para casa. Perigos e desafios se apresentam na busca, que leva a garota ao verdadeiro significado da amizade.

Também de Ribeirão Preto – cidade que mais cedeu participantes à mostra -, o Grupo Zibaldoni aposta nas técnicas de clown para divertir os pequenos espectadores em 3 é bom, 2 é demais, que acontece no dia 5, às 16h, no Diversão & Arte. Para ajudá-lo na simples tarefa de contar a história de três porcos e um lobo, Napolino convida o desajeitado amigo Bisgoio. Entre confusões e mal-entendidos, o trapalhão acaba por arruinar o trabalho do colega.

Ainda na quinta, às 19h, no Pró-Música, a companhia Mariza Basso Formas Animadas, de Bauru, São Paulo, apresenta O circo dos objetos. Como num passe de mágica, escovas, baldes, vassouras e espanadores vão se transformando em objetos circenses.

Pequena demais para ouvir a conversa dos adultos ou bem grandinha para chegar em casa com a roupa toda suja? Bem do seu tamanho, do Núcleo Caboclinhas, de São Paulo, mostra as situações que levam Helena a questionar o mundo que a cerca. A aventura está marcada para o dia 6, às 19h, no Diversão & Arte.

Dois espetáculos convidados do Teatro Inominável, do Rio de Janeiro, também se apresentam hoje e amanhã no festival. Em Vazio é o que não falta, Miranda, domingo, às 20h, no CCBM, quatro atrizes e um diretor tentam encenar a obra Esperando Godot, de Samuel Beckett, sem obter sucesso. Já o drama Não dois, segunda, às 19h, no CCBM, explora a relação de horror e afeto entre um homem e uma mulher, em um jogo entre torturador e torturada.

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