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Morre, aos 62 anos, Toninho Dutra, ator, autor e diretor de teatro

Morre Toninho Dutra, ator, autor e diretor de teatro
Toninho Dutra foi figura conhecida na cena cultural de Juiz de Fira  (Foto: Olavo Prazeres/Arquivo TM)
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Morreu, aos 62 anos, na manhã desta quarta-feira (1º), Antônio Carlos Siqueira Dutra, o Toninho Dutra, escritor, ator, autor e diretor teatral. Ele também era gestor público e foi superintendente da Fundação Cultural Alfredo Ferreira Lage (Funalfa) entre 2008 e 2016. O velório será no Cemitério da Glória, até às 15h30, e depois segue pra Matias Barbosa, para cremação às 18h.

Toninho se formou em História, na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), em 1990. Depois, se tornou mestre e doutor em Educação, também pela UFJF. 

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Entre suas produções mais recentes, estão a peça “Fuxico”, em que ele foi ator, diretor e dramaturgo, que estreou em abril de 2024 – após 15 anos sem atuar no teatro –, e o livro “José Ventura: Um homem da lua nova”, lançado em maio de 2025.

Em 2018, Toninho foi agraciado com o Mérito Comendador Henrique Halfeld, que distingue quem se notabiliza por relevantes e comprovados serviços prestados à coletividade de Juiz de Fora.

Nas redes sociais, a Funalfa afirmou que perde “não apenas um ex-superintendente, mas um de seus pilares humanos e simbólicos”. O texto lembra que ele ajudou a retomar a construção do Teatro Paschoal Carlos Magno e criou o Programa Gente em Primeiro Lugar – ainda hoje a principal política pública estruturante na área cultural em Juiz de Fora.

“A cidade perde um de seus grandes articuladores da cultura. E o teatro perde um de seus homens mais apaixonados”, conclui.

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O atual diretor-geral da Funalfa, Rogério Freitas relembrou o início de sua amizade com Toninho: “Conheci o Toninho no ensino médio, no antigo CTU, onde junto com um grupo incrível de alunos levamos adiante o grupo de teatro da escola, o GATTU. Essa convivência definiu uma amizade, dessas que fica para a vida toda. Entre os delírios e sonhos do incio de nossa juventude ficava a certeza de que o caminho dele não poderia mais ser dissociado do teatro, arte que ela produziu, atuou e amou por toda vida”.

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