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Concurso de Marchinhas premia as três melhores composições

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Impossível não se empolgar com o ritmo contagiante do gênero musical que teve em Chiquinha Gonzaga uma de suas principais expoentes em solo brasileiro. “Ó abre alas/que eu quero passar” deu o pontapé inicial para o ritmo que, há cinco anos consecutivos, é reverenciado em Juiz de Fora no Concurso de Marchinhas promovido pela Funalfa. “É um gênero criado há mais de um século e que é um fenômeno”, sentencia o sambista Roger Resende, diretor artístico do evento, realizado neste domingo, às 19h, no Clube Sírio e Libanês/Fátima Buffet. “Nosso objetivo é a valorização dele e dos compositores. É uma música totalmente voltada para o carnaval. Todo mundo sabe cantar, e a comunicação é imediata. Quem não conhece “Mamãe eu quero?”, indaga o sambista.

Qualquer um pode curtir a festa de hoje à noite, quando será lançado o CD com os concorrentes do ano anterior. Como é tradição, as músicas serão executadas ao vivo. Roger conta que a iniciativa procura deixar em evidência a vocação de Juiz de Fora para a Folia de Momo. “Levamos em conta que Juiz de Fora é a cidade do carnaval, já que a primeira escola de samba de Minas Gerais, a Turunas do Riachuelo, foi criada aqui, o que acentua a nossa necessidade de resistência”, diz ele ao lamentar a invasão de ritmos, como o funk, nos bailes do município. “O mercado impede a propagação do carnaval original. Até o início dos anos 1960, a marchinha ainda era muito forte no país.

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Das 41 composições inscritas, 12 seguem na etapa final da competição. Os autores são oriundos de Juiz de Fora, Cataguases e São João Nepomuceno. “Todo ano, o concurso vem com muita novidade. Há canções com brincadeiras de duplo sentido e também mais melancólicas. Não foge dos padrões e temas de marchinhas.” Serão premiadas as três melhores composições. Enquanto o primeiro lugar levará para casa o valor de R$ 1.500, o segundo lugar ficará com R$ 1 mil e o terceiro R$ 800, mesmo valor pago ao melhor intérprete. Os ingressos serão vendidos no local.

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