“Cotidiano em poemas” é a nova produção literária do jornalista Guilherme Ferreira. Segundo o autor, a obra reúne momentos simples do dia a dia em versos carregados de emoção, memória e delicadeza. Ele conta que, ao folhear cada página, o leitor vai encontrar a saudade que aquece, o silêncio que acalma, os sabores da infância, o amor-próprio que floresce, as experiências de viagem, a beleza de uma rosa e os pormenores que se revelam nas pequenas coisas da vida. Os interessados podem adquirir a obra via contato pelo Instagram do escritor.
“O livro nasce das vivências e das sensações que dão sentido ao cotidiano. A obra nos lembra que a poesia não precisa ser distante ou difícil de entender. Basta olhar ao redor, com atenção e afeto”, afirma Guiherme.
Entre a simplicidade e a elegância
De acordo com o escritor, quando ele decidiu que seu livro seria de poemas, a primeira coisa que pensou foi a linguagem, como ela poderia ser assertiva e ir ao encontro do leitor. Ele queria trabalhar a simplicidade da escrita, mas com elegância e de forma que tocasse as pessoas pela emoção. Dessa maneira, ele define que o texto conversa com as pessoas como se elas estivessem tomando um café.
“O livro surgiu de uma frustração amorosa. Com base nesse fato, desenvolvi o primeiro poema, ‘Amor de outono’. Inicialmente, fiz uma catarse de algo que ainda latejava e me marcava naquele instante do processo de escrita, resultando em duas páginas e meia de texto. Porém, não queria que fosse nada piegas ou que flertasse com o ultrarromantismo. Reescrevi três vezes, cortei e podei palavras até chegar ao que está no livro. O objetivo era relatar, por meio dos versos, uma situação comum para a maioria das pessoas e que despertasse identificação no público”, menciona.
O jornalista conta que o que o inspirou a transformar momentos simples da vida em poesia foi o fato de que o cotidiano é uma fábrica de vivências e que momentos peculiares podem ser transformadores. Ele cita que, se o escritor tiver um olhar sensível e habilidoso para as situações que se formam ao seu entorno, certamente conseguirá captar algo interessante e poético que sirva de ferramenta para o desenvolvimento de seu trabalho.
“Eu sempre tive prazer em ler crônicas nos jornais e nos cadernos especiais de domingo. Esse gênero consegue unir algo factual do jornalismo com a literatura, trazendo mais liberdade ao escritor. Gosto de destacar também a objetividade desses textos, que passam a mensagem de maneira direta ao leitor, podendo provocar alguma reflexão sobre o tema abordado. Portanto, no meu caso, posso dizer que a crônica e o poema dialogam entre si, já que a minha matéria-prima é o cotidiano”, aborda.
Nesse sentido, Guilherme Ferreira destaca que os jornalistas são contadores de história e que o cotidiano oferece inúmeras possibilidades para escrever sobre os mais diversos assuntos. Por isso, fala da necessidade de tomar notas e prestar atenção ao que o interlocutor tem a dizer, pois às vezes a falta de envolvimento faz com que oportunidades sejam perdidas.
Conheça Guilherme Ferreira
Natural de Juiz de Fora, Guilherme é formado em jornalismo e pós-graduado em Literatura Brasileira. Jornalista premiado, ele já foi condecorado com a Medalha Geraldo Pereira, na Câmara Municipal da cidade, e recebeu menção honrosa no Prêmio Nacional de Jornalismo da Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade (Abracopel). Autor de dois livros de crônicas, lança agora sua primeira obra de poemas pela editora Biografary.
*Estagiária sob supervisão da editora Cecilia Itaborahy
