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A espera continua

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O ano começa com expectativas renovadas, mas ainda sem um calendário para a conclusão de obras aguardadas pelo público juiz-forano. Projetos iniciados em 2010 – ou antes – ainda esbarram em problemas, como falta de recursos, trâmites institucionais e outras complicações inesperadas. Apesar de haver projetos em curso, não há previsão de data para empreitadas como a reabertura do Museu Mariano Procópio, a revitalização da Praça da Estação e do prédio do Diretório Central dos Estudante (DCE), o término das obras no Cine-Theatro Central e a retomada da construção do Teatro Paschoal Carlos Magno.

Algumas iniciativas, entretanto, fogem à regra. Entre março e maio, está prevista a reabertura de um espaço que vivenciou, até recentemente, um período de decadência e abandono. De acordo com o secretário de Administração e Recursos Humanos, Vítor Valverde, resta apenas a instalação do sistema de iluminação arquitetônica para que a Estação Mariano Procópio seja entregue novamente à cidade. Por indicação da Prefeitura, o espaço recuperado será entregue à coordenação da Funalfa, que passará a desenvolver atividades educativas e culturais no local, incluindo ações dos programas Gente em Primeiro Lugar e Poupança Jovem (da Caixa Econômica Federal), conforme informa o superintendente da fundação, Toninho Dutra. Ainda de acordo com o superintendente, a entidade também será encarregada da programação nas duas Praças dos Esportes e da Cultura (PEC), que serão criadas em Juiz de Fora nos bairros Benfica e Santa Efigênia.

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Está previsto para março o início da construção do novo espaço cultural na cidade, o Memorial da República, que será erguido na Rua Benjamin Constant, ao lado do Museu de Arte Murilo Mendes (Mamm). Além de receber o acervo do ex-presidente Itamar Franco, o local terá pinacoteca com obras de artistas locais e galeria para exposições temporárias.

No Mamm, também há expectativa de novidades. Segundo José Alberto Pinho Neves, a programação da entidade em 2012 passará a incluir projetos de arte-educação voltados não só às crianças, mas também ao público adulto. Serão oferecidas atividades de conteúdos diversificados, como poesia e história da arte. Durante o ano, ainda serão publicados cinco livros com os seminários realizados no espaço em 2010 e 2011.

O pró-reitor da UFJF também adianta o lançamento de um festival universitário de curtas-metragens, que deverá ser realizado em agosto, e a publicação de um livro sobre o Cine-Theatro Central.

 

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Em busca de recursos

Embora tenha avançado na conservação e restauração do acervo em 2011, o Museu Mariano Procópio começa 2012 sem a garantia de reabertura da parte superior do complexo durante o ano. O diretor da instituição, Douglas Fasolato diz que ainda não há recursos disponíveis para a segunda e a terceira etapas das obras na Villa Ferreira Lage, apenas para eventuais contrapartidas de recursos externos. A expectativa, por enquanto, concentra-se na possibilidade de emendas parlamentares. Segundo Fasolato, são aguardados R$ 500 mil do deputado federal Marcus Pestana e outros R$ 50 mil do vereador Flávio Checker.

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Aprovada na Lei Rouanet, a segunda etapa da restauração na Villa Ferreira Lage também depende da captação de recursos. O diretor, entretanto, diz que o peso institucional do museu não é garantia de a instituição receber o apoio pretendido da iniciativa privada. Se tudo der certo, essa fase das obras poderá começar ainda em 2012, com possibilidade de reativação da Villa e da parte superior do parque até janeiro de 2013. Fasolato, no entanto, ressalta os avanços realizados na estruturação interna da entidade. "Estamos fazendo investimentos em coisas que não têm visibilidade, mas que serão fundamentais no futuro", comenta.

A busca por recursos também é a realidade vivenciada na tentativa de conclusão do Teatro Paschoal Carlos Magno. Depois do corte de emendas parlamentares no início de 2011, a cidade volta a sonhar com o término das obras – iniciadas há 30 anos – com a aprovação de projeto na Lei Rouanet. A expectativa, agora, volta-se para a captação de recursos junto ao empresariado, etapa que está em estudo pela Funalfa. Toninho Dutra afirma, entretanto, que há outras alternativas em análise, caso a entidade não consiga captar a verba necessária.

 

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Dependência

A revitalização da Praça da Estação também não tem prazo para começar. Segundo Vítor Valverde, não há como estabelecer uma data para as obras, uma vez que seu início depende de aprovação em órgão de proteção do patrimônio. Atualmente, o projeto executivo da intervenção está tramitando no Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Cultural (Comppac). A restauração também será avaliada pelo Instituto Estadual de Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha), uma vez que o conjunto arquitetônico em questão é tombado pelo patrimônio estadual. Apesar da demora inicial, o secretário prevê maior agilidade em etapas futuras. "Não teremos problemas com recursos, uma vez que a obra tem patrocínio garantido da MRS-Logística", afirma Valverde.

As intervenções de conservação da pintura interna do Cine-Theatro Central também dependem da análise do Iphan. O início dessas obras está condicionado a reparos estruturais. "Está tudo engatilhado, mas sem concluir o restauro do telhado, não há como fazer as pinturas", explica o pró-reitor de Cultura, José Alberto Pinho Neves. Após essa etapa, terá início a recuperação da fachada e do piso no entorno do teatro. Pinho Neves adianta que o reitor Henrique Duque autorizou o início dos estudos – em conjunto com o Iphan – para a instalação de um sistema de ar condicionado no Central.

Apesar de contar com verba nos cofres da UFJF para sua recuperação, o prédio do Diretório Central dos Estudante (DCE), na esquina da Avenida Getúlio Vargas com Rua Floriano Peixoto, aguarda o resultado de uma decisão judicial para começar a ser restaurado. De acordo com Pinho Neves, a Universidade enfrenta uma ação de usucapião, movida pelo sub-locatário do imóvel. O início das obras só poderá ser efetivado após a resolução do entrave.

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