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Dezembro mais seco desde 93

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Ontem, Juiz de Fora teve chuva rápida em dia quente
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Ontem, Juiz de Fora teve chuva rápida em dia quente

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O mês de dezembro, historicamente o mais chuvoso do período de instabilidade, termina hoje como o mais seco dos últimos 20 anos. De acordo com dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o volume de precipitações acumulado até ontem foi de 155,3 milímetros, o que corresponde a 47,4% do esperado, que são 327,1 milímetros. Juiz de Fora não tinha um mês tão escasso com relação às chuvas desde 1993, quando a soma foi de 117 milímetros. Em um ano que foi todo atípico, outra característica deste dezembro também chamou atenção: levando-se em consideração os últimos 30 dias, a média das temperaturas máxima foi de 28,1 graus, com pico de 34,2 graus, quando deveria ser em torno dos 25 graus.

De acordo com o meteorologista Luiz Ladeia, do 5º Distrito do Inmet, é precipitado apontar uma causa para a anormalidade do comportamento do tempo este ano, já que avaliar o que aconteceu requer tempo para estudos e análises. “Fato é que as massas de ar seco e quente predominaram a região Sudeste praticamente o ano todo, e elas impediram a aproximação das frentes frias, que causam as chuvas.” Ele explica que, naturalmente, a partir de novembro, massas de ar úmido entram no país vindas da Bolívia e se encontram com as frentes frias que atuam no litoral, iniciando o ciclo das chuvas. Em 2014, este bloqueio, que são as massas de ar seco e quente, impediu a manifestação deste fenômeno. Naturalmente já haveria dias quentes com pancadas de chuvas no fim da tarde e durante as madrugadas. “Esta massa que chega da Bolívia só começou a se manifestar agora, embora ainda muito fraca, e sua atuação só é perceptível em áreas isoladas, como no litoral do Estado de São Paulo.”

Por isso também, a umidade relativa do ar está baixa nos últimos dias, fato que ocorre mais facilmente no inverno. Na segunda-feira, por exemplo, o município registrou 30%, caracterizando estado de atenção, podendo acarretar em uma série de problemas respiratórios. No mesmo dia, mas em Muriaé, também na Zona da Mata, o índice foi de 17%, o que significa estado de alerta.

Conforme o Inmet, a Zona da Mata ainda está na influência de uma massa de ar seco e quente, no entanto, pancadas de chuvas, de curta duração e em áreas isoladas, não estão descartadas. Ontem mesmo alguns bairros da cidade foram atingidos por estas precipitações, principalmente na Zona Norte, e a Defesa Civil foi mobilizada para duas ocorrências. No Nova Benfica, uma árvore caiu sobre a parede de uma casa, e no Santa Cruz, um muro desabou. No momento da tempestade, o Inmet registrou rajadas de vento de até 61 km/h.

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Choveu pouco

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Em todos os 12 meses de 2014, o acumulado de chuvas foi de 994,1 milímetros, o que corresponde a 59,2% dos 1.677,7 milímetros esperados. As precipitações ficaram aquém do esperado em dez meses, com exceção de abril e julho. Estes dois meses, porém, já estão no período de estiagem, em que o acumulado é pouco significativo. De acordo com Ladeia, todas as regiões do estado experimentaram a mesma condição, com exceção do Vale do Rio Doce e da faixa Nordeste, embora com soma em torno dos 80%.

Segundo Ladeia, ainda não se sabe como as chuvas se comportarão em 2015, mas em janeiro os modelos climatológicos apontam para a possibilidade de comportamento próximo da média histórica, 299,8 milímetros. “O problema é que ainda não conseguimos identificar a chegada desta instabilidade. Pelo menos nos primeiros dias do ano, isso não irá acontecer. Se a chuva não chegar em janeiro, será o caos para o abastecimento de água em muitas cidades.” De acordo com reportagem publicada pela Tribuna no domingo, a situação dos mananciais de Juiz de Fora também é delicada, e a recém-inaugurada represa de Chapéu D`Uvas já será mais demandada a partir de janeiro, embora a estação de tratamento que a atenderá não esteja com as obras concluídas.

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