Apesar de, em 2008, a Câmara Municipal ter passado por uma renovação que atingiu 11 das 19 cadeiras da Casa, a tentativa dos vereadores de manter os respectivos mandatos ficou mais barata em 2012. Pelo menos no primeiro mês de campanha. Há quatro anos, entre o início do período eleitoral e a primeira prestação de contas, os parlamentares candidatos à reeleição gastaram R$ 96.084,01. Dessa vez, porém, o custo parcial para conservar o cargo foi de R$ 87.398,20. Em compensação, a primeira parcela de arrecadação neste ano foi maior: R$ 169.109,48 contra os R$ 155.338,24 que os integrantes da última legislatura conseguiram angariar no primeiro mês de campanha do pleito passado. O montante levantado agora também soma apenas R$ 11.354,37 a menos do que aquele arrecadado pelos três candidatos à Prefeitura – Bruno Siqueira (PMDB), Custódio Mattos (PSDB) e Margarida Salomão (PT) – que tiveram movimentação financeira em julho. E isso embora a previsão total de despesas dos vereadores que tentam se reeleger – R$ 4,94 milhões – represente menos de um terço do que aquilo que os seis concorrentes ao Executivo pretendem despender juntos.
Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), três vereadores de Juiz de Fora – Antônio Martins (Tico-Tico, PP), José Tarcísio Furtado (PTC) e Júlio Gasparette (PMDB) – ainda não fizeram quaisquer movimentações, seja de entrada ou de saída de recursos. Por outro lado, a maioria já colocou o bloco – e o próprio dinheiro – na rua. O vereador Francisco Evangelista (PP) declarou ter investido na campanha R$ 25 mil do próprio bolso (mais de dois meses de salário bruto na Câmara), dos quais já gastou R$ 16.802 com publicidades em jornais e revistas e uma pequena quantia para encargos bancários. Depois dele, quem mais aplicou verba pessoal na empreitada foi Noraldino Júnior (PSC). O total de receitas contabilizadas pelo líder do Governo no primeiro mês de disputa foi de R$ 21.450. Desse valor, R$ 18.350 foram declarados por Noraldino como recursos próprios. Já os primeiros dispêndios do parlamentar somaram R$ 13.016,28, divididos entre combustível, outras despesas com transporte e deslocamento, pesquisas eleitorais e publicidade em placas, faixas e estandartes.
Quem recebeu mais doações nessa primeira fase, contudo, foi Rodrigo Mattos (PSDB). O tucano foi quem apresentou maior receita, de R$ 30.249,48. Dessa quantia, somente R$ 5 mil saíram dos bolsos do legislador. Do restante, R$ 18 mil foram repassados por pessoas físicas e R$ 7.249,48 por jurídicas. A despeito do volume, o candidato declarou ter pago efetivamente só R$ 1.645,10 com confecção de materiais impressos, placas, faixas, e estandartes, taxas bancárias e outras despesas não especificadas. Outros R$ 7.249,48 estão entre as baixas estimáveis com aluguel de imóveis e propagandas.
