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Polícia descobre gráfica que imprimia talão de jogo do bicho

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Estamos querendo pegar todo o esquema dessa prática ilícita, disse o delegado Carlos Eduardo
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Estamos querendo pegar todo o esquema dessa prática ilícita, disse o delegado Carlos Eduardo

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Uma gráfica que imprimia talonários de jogo do bicho no Bairro Vitorino Braga, Zona Sudeste, foi alvo de ação da 6ª Delegacia de Polícia Civil na manhã desta quarta-feira (31). Em continuidade à operação "Maré de Azar", os policiais vistoriaram o estabelecimento, na Rua do Monte, e apreenderam cerca de três mil folhas com as marcações usadas nas apostas. Parte do material já estava embalado e identificado com nomes ou códigos referentes a bancas de jogo. A suspeita é de que os papéis recolhidos abasteceriam cerca de 50 pontos de Juiz de Fora e até de cidades vizinhas. Os pacotes seriam pegos por motoboys e entregues nos endereços das encomendas. A gerente da gráfica, 52 anos, foi conduzida à sede da 6ª Delegacia, no Bairro de Lourdes, e foi liberada após prestar declarações e assinar termo de compromisso pela contravenção penal. Ela revelou aos policiais que há cinco anos fazia as impressões usadas na jogatina ilegal. As matrizes com as imagens usadas na reprodução das cópias também foram apreendidas.

Segundo o delegado responsável pelo trabalho, Carlos Eduardo Santos Rodrigues, a manobra foi resultado das investigações relacionadas ao jogo do bicho. Só na Zona Sudeste, os policiais já desmontaram dezenas de bancas, além de duas centrais de contabilidade e um almoxarifado. "Estamos querendo pegar todo o esquema dessa prática ilícita. Acreditamos que não é só uma gráfica na cidade que imprime esses materiais, mas conseguimos chegar a uma delas. À medida que vamos identificando, vamos fazendo as apreensões." Ainda conforme o delegado, nem os próprios trabalhadores da gráfica sabiam para onde os talonários seguiriam. "Os motoboys passam e pegam os pacotes. Mas vamos continuar com as batidas nas bancas", garantiu.

O titular da 6ª Delegacia apontou dificuldade em descobrir o esquema financeiro dos envolvidos na contravenção penal. "Antes, o pagamento era feito na gráfica pelos responsáveis, mas, depois, também passou a ser feito pelos motoboys. Por isso, temos dificuldade em identificar as pessoas envolvidas e a central financeira. Estão utilizando de todos os meios para dificultar essas identificações."

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