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Reiniciada despoluição do Rio Paraibuna

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Obra teve início em trecho do Poço Rico
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Obra teve início em trecho do Poço Rico

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Em até dois anos, Juiz de Fora terá potencial para tratar até 90% do esgoto que hoje é despejado no Rio Paraibuna. Esta é a previsão da Cesama que, esta semana, iniciou mais uma etapa do trabalho de despoluição do rio. Próximo ao Viaduto Augusto Franco, altura do Bairro Poço Rico, os operários começaram a construção de uma rede interceptora que tem como objetivo canalizar o esgoto produzido, na área central e em alguns córregos, e levá-lo para uma estação de tratamento de esgoto (ETE), que está sendo construída no Bairro Granjas Bethel, região Sudeste. Esta ação ocorrerá nos próximos dois anos, nas margens do rio entre os bairros Vila Ideal e Santa Terezinha, área onde o Paraibuna recebe 65% do dejeto produzido no município. Atualmente, a cidade trata aproximadamente 10% do seu esgoto, o correspondente a um quarto da capacidade instalada na Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) do Bairro Barbosa Lage, na Zona Norte.

Apesar da capacidade de tratamento alcançar 90% em cerca de 24 meses, esta não deverá ser a totalidade alcançada neste período. De acordo com o diretor de Desenvolvimento e Expansão da Cesama, Marcelo Mello do Amaral, além de construir a tubulação que vai direcionar o material para a ETE, será necessário separar a rede de água pluvial da de esgoto em toda cidade. "Este trabalho já ocorre de forma gradativa. Antigamente, o conceito empregado era de construir uma única rede para os dois fluídos. Mas para garantir o tratamento, é necessário que o esgoto não esteja diluído na água", explicou. Amaral garantiu que, de imediato, 65% do esgoto despejado no leito deverão ser tratados. "É difícil precisar uma data, mas o foco da Cesama é chegar à totalidade do tratamento nos próximos cinco anos. Não basta apenas separar a tubulação nas ruas, é necessário, também, conscientizar os moradores para que eles façam o mesmo em suas casas."

Todo o processo em andamento compõe o Sistema União Indústria. Além do conjunto de interceptores, que são as tubulações que vão margear o rio, há também o conjunto de coletores. Eles serão responsáveis por captar os fluídos despejados nos córregos Tapera, Matirumbide, Yung, São Pedro e Independência e transportá-los para a ETE da Zona Sudeste. Conforme a Cesama, a área próxima ao viaduto foi escolhida para iniciar as atividades por ser um espaço onde a Avenida Brasil ainda não recebeu novo asfalto. Além disso, por se tratar de uma região mais complexa, ela deveria ser feita antes do próximo período chuvoso.

 

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Demanda antiga

O prefeito Bruno Siqueira prefere a cautela ao falar sobre o assunto, principalmente pelo fato de ser uma demanda antiga, anunciada como certa por mais de uma administração municipal. "É um projeto grande, iniciado ainda na gestão do Tarcísio Delgado, passando pela administração do Bejani, quando foi paralisada, e retomada pela administração passada. Eles conseguiram parte do recurso, e nós, este ano, conquistamos a complementação, por meio de recursos do PAC. Acredito que veremos uma melhora significativa no rio nos próximos três anos. O trabalho foi iniciado para chegar aos 100%, mas se atingirmos os 90%, até o fim desta administração, já ficarei satisfeito. Demos um salto grande, mas precisamos lembrar que é um trabalho de longo prazo. Ficamos mais de cem anos poluindo o Paraibuna e agora, em pouco tempo, poderemos tratá-lo."

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O custo de todo o projeto está avaliado em R$ 106 milhões, sendo R$ 70 milhões garantidos por empréstimo junto à Caixa e R$ 36 milhões com recursos do PAC 2. Desses, R$ 20 milhões são destinados à execução dos trabalhos e outros R$ 16 milhões na construção de sistemas auxiliares. Este último montante está previsto para ser liberado até o mês de outubro.

 

Zona Norte

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Além da ETE em construção na Zona Sudeste, já existe uma em operação na Norte, no Bairro Barbosa Lage. Ela é responsável por coletar o esgoto produzido na região e que seria despejado no rio. Atualmente ela opera com 25% de sua capacidade, principalmente porque é necessário completar o trabalho de separação das tubulações, já concluído no Bairro Cidade do Sol e parte dos bairros Santa Cruz, Nova Era e Benfica. Para chegar a 100% do esgoto tratado no município, Amaral disse que a principal dificuldade é alcançar áreas de acesso dificultado.

Ele também explicou que, além do esgoto, outros fatores contribuem para a poluição do Rio Paraibuna. "Existem outras atividades, como o lixo despejado no leito e até atividade rural. Para revitalizar o rio em sua totalidade, se faz necessário cuidar de todos estes aspectos."

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