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Peregrinos avaliam visita do Papa

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Dois dias após o término da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), realizada no Rio de Janeiro, missionários de Juiz de Fora ainda se emocionam quando relembram os momentos vividos na presença do Papa Francisco. Em entrevista à Tribuna, eles se disseram privilegiados em poder fazer parte desse evento que marcou a história da Igreja Católica no país. Também muito emocionado, o arcebispo metropolitano dom Gil Antônio Moreira, que teve a oportunidade de conversar com o pontífice, acredita que a jornada deverá representar, a longo prazo, uma aproximação maior das pessoas com a vida na Igreja. O Papa dá o exemplo pessoal de incentivo para que nos empenhamos no trabalho de divulgação do evangelho e no sentido de criar instrumentos de aproximação entre os fiéis, diz.

Sobre o encontro especial, ocorrido no último sábado em um almoço do Papa com bispos de todo o Brasil, dom Gil informou ter aproveitado a oportunidade para presentear o pontífice com seu terço pessoal de oração. Ele perguntou pela nossa arquidiocese e tivemos uma conversa agradável. Além disso, o arcebispo ressaltou a importância da palestra ministrada pelo Papa, onde foram oferecidas orientações sobre o que ele julga ser importante na missão da Igreja hoje. Ele pediu para estarmos no meio do povo e termos muita coragem para ocupar o nosso espaço de direito, dizendo aquilo que acreditamos, sem falso pudor.

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O estudante de direito Cristiano Pires, sorteado pela Arquidiocese da cidade para ficar próximo ao pontífice, qualificou a experiência como única e indescritível. Acompanhamos o Papa de perto durante a vigília (sábado) e pudemos perceber toda a sua humildade, carisma, dedicação. Suas palavras refletem em suas atitudes e ele dá um impulso a nós, jovens, para nos sentirmos mais protagonistas. O estudante lembrou também da exposição sobre o Santo Sudário, tecido que, segundo a crença católica, teria envolvido Jesus Cristo após sua morte. Aquele momento foi muito forte e emocionante e nos deixou mais próximos da realidade.

Em sua primeira participação na JMJ, a atuante do Movimento dos Focolares em Juiz de Fora Letícia Pereira também teve a oportunidade de ficar a poucos metros do Papa durante a vigília. Até hoje não consigo absorver muito bem tudo aquilo que vivenciamos. Foi algo tão grandioso em minha vida, de encontro pessoal com Jesus, uma busca concreta da nossa juventude para construir uma nova civilização. Com o Papa, era um sentimento de muita gratidão, que unia as milhares de pessoas naquele local. A professora universitária Ana Paula Duque diz que o momento superou todas as expectativas. Vimos o Papa de perto e tivemos a certeza que ele é mais um de nós e não é inatingível. Para ela, apesar das dificuldades enfrentadas pelos peregrinos, um destaque do evento foi a tranquilidade que transcorreu ao longo da semana. Passamos frio, fome, alguns se machucaram e andamos muito, mas valeu muito a pena cada momento, diz.

Segundo o arcebispo de Juiz de Fora, foi marcada uma avaliação para este sábado com mais de 300 voluntários que participaram da Semana Missionária na cidade, às 15h. Logo após, será celebrada uma missa.

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