Ícone do site Tribuna de Minas

Brincadeira não é só para ocupar o tempo

criancas participaram de brincadeiras livres e feira de trocas no passarim do jardim no bairro jardim da serra

criancas-participaram-de-brincadeiras-livres-e-feira-de-trocas-no-passarim-do-jardim-no-bairro-jardim-da-serra

Crianças participaram de brincadeiras livres e feira de trocas no Passarim do Jardim, no Bairro Jardim da Serra
PUBLICIDADE

Crianças participaram de brincadeiras livres e feira de trocas no Passarim do Jardim, no Bairro Jardim da Serra

PUBLICIDADE

A Semana Mundial do Brincar, que termina hoje, propõe que pais, educadores e profissionais de diversos setores discutam um conjunto de ações com o objetivo de ressaltar a importância dessa prática na sociedade. Em Juiz de Fora, que aderiu à mobilização internacional, as crianças ganharam uma semana inteira de eventos, como circo, oficinas de brinquedos e de música, exibição de filmes e feira de trocas. Na manhã de hoje, a partir das 9h, o Parque da Lajinha recebe rodas, cirandas, oficinas de brinquedo, caravana de palhaços, yoga, dança circular, além de música com a Camerata Verde Esperança, com crianças e adolescentes, sob a regência do maestro André Oliveira. Os pais podem levar frutas para um grande piquenique. Mais do que um ato natural, brincar é um direito garantido pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, lei que ampara e protege essa parcela da população no Brasil.

“O brincar por si é livre. E o que ele proporciona às crianças, além de todo desenvolvimento motor e cognitivo, principalmente, acontece num nível psicoafetivo, nas relações. Na relação da criança com o brinquedo, do que ela inventa e reinventa no mundo e para o mundo; na relação dela com o outro. Às vezes, ela brinca sozinha, às vezes, com o parceiro, às vezes, com o grupo… e um entra, outro sai, outro não consegue entrar naquelas regras e, por vezes, as regras são revistas”, analisa a psicóloga Ana Paula Verly Coelho, membro da Aliança pela Infância em Juiz de Fora.

O crescimento de produtos eletrônicos no nosso dia a dia e a rotina corrida, inclusive entre as crianças, têm mudado a forma como elas brincam. Mas isso não quer dizer que as crianças brinquem menos hoje em dia, na visão da coordenadora do curso de Pedagogia da Faculdade Metodista Granbery, Geiza Araujo. “Precisamos refletir se a brincadeira de hoje contribui, da mesma forma que contribuía no tempo dos nosso avós, no sentido de desenvolver a interação, a imaginação, a liberdade, a socialização.” A especialista destaca que o ato não deve ser visto apenas como mero passar de tempo para as crianças. “Os educadores e a família devem observar se o brincar hoje é apenas para ocupar o tempo – e aí não se olha para o que a criança brinca – ou se a brincadeira está trazendo de fato oportunidade para que ela se desenvolva.”

É brincando que se aprende

PUBLICIDADE

Para a educadora física e professora Carolina Miranda, o brincar envolve inúmeros benefícios para a criança, não apenas no ponto de vista do desenvolvimento físico e motor, mas também no seu desenvolvimento como ser humano. “É brincando que a criança aprende, cria, questiona, resolve problemas, interage, respeita, fantasia, conhece a si próprio e se relaciona com o mundo. Uma atividade simples que não exige muitos recursos, apenas um local adequado, seguro, a companhia de outras crianças, de um mediador que ora coordena, ora orienta e motiva, ora apenas observa.”

Segundo a profissional, o incentivo dos pais para que as crianças pratiquem uma atividade física e esportiva é muito importante. Mas, ainda mais valiosa, é a maneira como essa escolha é feita. “Obrigar que a criança pratique determinada atividade que não foi de sua escolha e não lhe desperta interesse, vai colaborar apenas para aumentar sua desmotivação e possível desistência. Esse momento deve ser prazeroso para ela.”

PUBLICIDADE

A Semana Mundial do Brincar é uma ação da Aliança pela Infância, em parceria com a UFJF, Mapro, Funalfa, creche Arco-íris, grupos Rodadança e Meleka de Jacaré, Aliança de Mulheres pela Maternidade Ativa de Juiz de Fora, Mogico, Passarim do Jardim, além de voluntários.

Sair da versão mobile