Uma idosa de 62 anos ficou ferida após a casa que estava desabar parcialmente na manhã desta terça-feira (31), na Rua José Lourenço Kelmer, no Bairro São Pedro, na Cidade Alta.
De acordo com o Samu, quando a equipe chegou ao local da ocorrência, a mulher já havia sido socorrida, levada por meios próprios para a UPA São Pedro. No início da tarde, foi transferida para o Hospital de Pronto Socorro Dr. Mozart Teixeira (HPS). A Secretaria de Saúde informou que ela encontra-se estabilizada e segue aos cuidados médicos.
Segundo o Corpo de Bombeiros, a casa onde a idosa morava foi atingida após uma obra vizinha realizar um serviço de desaterro com uso de maquinário, o que poderia ter comprometido a estrutura da residência. O local foi isolado pelo Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), e a Defesa Civil foi até o ponto do desabamento, onde confirmou a interdição do imóvel e da obra.
A Tribuna esteve no local e conversou com o irmão da vítima, que mora com ela no primeiro piso do imóvel de dois pavimentos. Ele conta que estava no quarto e tomou um susto quando ocorreu o desabamento.
“Fico na parte dos fundos da casa. A parte da minha irmã desceu. Ela sofreu um acidente de moto recentemente e, na hora do ocorrido, estava preparando documentos para obter benefício no INSS. Acabou com a nossa vida. Moramos aqui há cerca de 40 anos. Aqui mal tem espaço para uma construção pequena.”
Já a família da moradora do andar de cima do imóvel retirava os itens da casa, após os trabalhos da Defesa Civil. A parede do quarto cedeu a centímetros da cama – onde uma pessoa dormia no momento da ocorrência. A obra ao lado do imóvel que caiu ocorre com o objetivo da construção de um prédio.
Procurada pela Tribuna, a Prefeitura de Juiz de Fora informou que a intervenção ocorria em caráter particular. O Executivo orientou, ainda, que os cuidados em processos de movimentação de terra sejam redobrados neste período, a fim de mitigar ao máximo o risco de novas ocorrências.
Conforme constatado pela equipe de reportagem, a obra ocorre por meio de uma construtora autorizada, com responsáveis técnicos e alvará de construção. A Tribuna procurou a empresa responsável, mas não obteve retorno até o momento desta publicação. O espaço segue aberto para o posicionamento.
