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Usuário do Ipsemg tem atendimento prejudicado

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Funcionários do Estado de Minas Gerais continuam tendo problemas para conseguir exames e cirurgias pelo plano de saúde do Instituto de Previdência dos Servidores (Ipsemg). A queixa é de que hospitais têm se negado a realizar os procedimentos devido à falta de pagamento. Segundo a diretora regional do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE/MG), Victória Mello, os únicos hospitais da cidade vinculados ao plano são o João Felício e o São Vicente de Paulo (antigo HTO). No João Felício, diz ela, todos os atendimentos foram suspensos e, no São Vicente de Paulo, alguns procedimentos ainda estão sendo realizados. Além disso, clínicas e profissionais conveniados estão se negando a prestar o serviço pelo instituto porque não têm recebido pelos serviços realizados.

Um dos prejudicados pela situação é o aposentado Roberto Martins, 68 anos, que aguarda por uma cirurgia de catarata há três meses. “Eu estava esperando a minha médica confirmar a data, pois a cirurgia estava pré-agendada para o dia 27 de janeiro. Como não entrou em contato, eu liguei, e ela disse que o procedimento não tinha sido marcado porque o Ipsemg não estava pagando o hospital. A cirurgia seria realizada no João Felício, mas eles suspenderam todas as cirurgias eletivas.” Com a vista piorando e sem poder dirigir, Roberto teme que os exames vençam antes de ele conseguir realizar o procedimento. “Se vencerem, terei que entrar novamente na fila para conseguir agendar, pois é por cota.”

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Outra usuária do plano, que preferiu ter o nome preservado, precisava realizar um raio X e não conseguiu. A professora de educação física, 48, colocou uma placa e seis parafusos no tornozelo. Houve rejeição e ela teve que remover o material. Após a cirurgia, a professora precisou de uma radiografia para conseguir voltar ao trabalho. “Eu fui ao João Felício procurar uma consulta para fazer o raio X, mas me falaram que eles não estavam atendendo pelo Ipsemg. Como não podia esperar, realizei a radiografia por outro plano que tenho.”

O diretor do Hospital São Vicente de Paulo, Francisco Luiz Neto, contou que o Ipsemg está com um pequeno atraso no repasse dos recursos. No entanto, é considerado normal. “Recebemos o referente até 15 de janeiro, mas a situação deve melhorar, pois foi aprovado o orçamento do Estado. Não estamos com os atendimentos suspensos. Às vezes, o que acontece é o próprio médico não querer fazer as consultas eletivas devido aos atrasos.”

A Tribuna entrou em contato com o Hospital João Felício, mas não obteve retorno. Em janeiro, o diretor jurídico do Hospital João Felício, Eduardo Reis, havia informado que a dívida do Governo com os dois hospitais do grupo, João Felício e Instituto Oncológico, era de cerca de R$ 1 milhão. Disse ainda que, as unidades estavam sem receber havia três meses, por isso a inviabilidade financeira para os atendimentos eletivos. No entanto, ele ressaltou que as urgências e emergências estavam sendo atendidas.

O Ipsemg esclareceu, por assessoria, que está “regularizando o pagamento às instituição de saúde credenciadas e, assim, espera que seus prestadores de serviços mantenham os atendimentos eletivos, de urgência e emergência”. O instituto enfatizou que foram sanadas as pendências financeiras deixadas pela administração passada.

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