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Ubaense cria sistema para captar água da chuva

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A família de Miron Soares enviou sua ideia para a Tribuna. A água que cai no telhado vai para as calhas e deságua nos barris. Com o sistema, a conta de água de sua residência abaixou cerca de R$ 50 por mês

[Relaciondas_post] Em tempos de crise hídrica, a água tem se tornado cada vez mais um artigo de luxo. Pensando nisso, o ubaense Miron Soares, 79 anos, montou um aparato em casa para não desperdiçar as preciosas gotas que caem do céu. Três galões e outros dois reservas fazem o armazenamento da água da chuva, que é utilizada para limpeza e até mesmo consumo. A cidade de Ubá (a cem quilômetros de Juiz de Fora), bem como a maioria dos municípios do Sudeste, está com sérios problemas de abastecimento. A situação levou o prefeito a decretar situação de emergência na última semana. Durante o período de vigência da medida, a população da cidade está impedida de usar água tratada para lavar calçadas, quintais, áreas externas de residências, veículos, entre outros.

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Segundo Miron, a ideia de montar o sistema surgiu quando a situação começou a ficar mais crítica, há cerca de três meses. “Eu estava acompanhando a falta d’água em várias cidades e fiquei preocupado, já que poderia faltar aqui também. O investimento valeu a pena porque não ficamos nenhum dia sem água, e a conta abaixou cerca de R$ 50”, afirma. Ele diz que a cidade toda está vivenciando a falta d’água, e que em sua casa o líquido ficou três dias sem cair pela rede convencional. “O que salvou foi o sistema”, garante.

A rede funciona de forma bem simples: a água que cai no telhado vai para as calhas e deságua dentro dos barris. Dali, ela é levada por outros canos para algumas torneiras, incluindo a da pia da lavanderia. “Tenho duas caixas d’água, mas estamos usando mais a água captada da chuva do que a da Copasa. Ela sai muito limpinha”, garante. Segundo ele, o motivo é porque o cano de saída da água é mais alto que o fundo do tambor, cerca de cinco centímetros. Com isso, a sujeira acaba ficando acumulada no fundo. “Não precisa nem de filtro. A água é tão limpa que dá até para tomar banho e fazer um cafezinho”, garante.

O valor desembolsado foi de cerca de R$ 2 mil, incluindo a compra dos cinco galões (cerca de R$ 60 cada), torneiras, canos e outros materiais, além da mão de obra para instalação (R$ 100 por dia). São três barris de 200 litros e outros dois de cem litros. Segundo a esposa, Nely Ferreira, o sistema está auxiliando a família que, mesmo assim, adotou várias medidas para economizar. “Aproveito a água de toda forma que posso. A água da máquina de lavar, por exemplo, a gente usa para aguar plantas e limpar outras coisas.”

 

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Minha Tribuna

Nesta quinta-feira (29), a Tribuna lançou uma campanha convidando leitores a compartilharem ideias de economia de água, como a do Miron. O objetivo é aumentar o alerta sobre os riscos do desperdício e criar um canal de compartilhamento para que todos consigam alcançar a meta de fazer um uso cada vez mais consciente deste bem tão precioso. Para compartilhar é fácil. Basta entrar em nossa editoria Minha Tribuna e preencher o formulário enviando seu texto, foto e/ou vídeo. Os arquivos devem ter até 2MB, nas extensões MP4, JPG, PNG ou GIF. As ideias serão divulgadas no site e nas redes sociais da Tribuna com a hashtag #eunaodesperdicoagua .

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